A sustentabilidade é um fator cada vez mais relevante no mercado imobiliário. Embora não consideremos as nossas casas uma ameaça ao meio ambiente, elas têm um papel relevante nas emissões globais de carbono.

Cerca de 83% dos investidores portugueses preveem um aumento na procura por parte de inquilinos no que respeita a edifícios mais sustentáveis. Esta tendência é extremamente positiva, pois ajuda a moldar um mercado português mais adaptado às reais necessidades dos habitantes ao longo dos próximos anos.

Vamos de seguida consultar algumas das ideias-base a registar no que respeita a opções mais sustentáveis no imobiliário nacional.

Preocupação Ambiental

Segundo o World Green Building Council, os edifícios são responsáveis por 39% das emissões globais de carbono. Cerca de 28% desse valor resulta da energia necessária para aquecer e refrigerar os edifícios, em conjunto com o consumo de eletricidade. Os restantes 11% de energia são utilizados na produção de materiais de construção.

Torna-se assim necessário começar a construir habitações mais sustentáveis e incentivar a adoção de meios ecologicamente adequados nas propriedades existentes. Portugal é um país que leva finalmente este desafio a sério, com as novas políticas ambientais a receberem um forte apoio interno.

De acordo com um inquérito do Banco Europeu de Investimento, 77% dos portugueses consideram que as alterações climáticas tiveram um impacto negativo nas suas vidas. A contar com estes, 83% são a favor das energias renováveis.

Este entusiasmo pela mudança ambiental levou a uma mudança significativa na atitude dos proprietários, que percebem que os edifícios “verdes” geram rendimentos mais elevados. Os chamados “arrendamentos verdes” tornaram-se numa forma de formalizar os critérios através dos quais a pegada de carbono de um imóvel é medida.

Portugal Sustentável

Portugal é um dos melhores países do mundo para investir em imóveis sustentáveis. Além do impulso do governo e da vontade da população em alcançar um país neutro em carbono, os “Visa Gold” permitem que os compradores estrangeiros de imóveis obtenham direitos de residência para si e para as suas famílias.

De facto, Portugal demonstrou o potencial da sua operação livre de carbono em maio de 2016, ao funcionar exclusivamente com energia eólica, solar e hídrica. Com o encerramento das duas últimas centrais elétricas alimentadas a carvão, o país eliminou a utilização deste composto na sua produção de eletricidade, oito anos antes do prazo estipulado de 2030.

Adicionalmente, Portugal alargou o seu programa de “Visa Gold” para criar um esquema de “Visto Verde” destinado a incentivar o investimento em projetos amigos do ambiente. Este visto é concedido a investidores estrangeiros que apliquem um mínimo de 500.000€ numa das quatro áreas ambientais: o ecoturismo, a agricultura biológica, as energias renováveis ou projetos neutros em carbono.

Este plano visa promover investimentos ecológicos e ajudar Portugal na transição para uma economia livre de carbono. Com uma ampla gama de ofertas, nada como consultar na Imovirtual alguns dos melhores imóveis com elevada classificação energética.

Por fim, os investidores têm a oportunidade de obter residência portuguesa após cinco anos e passaporte português completo após seis anos, permitindo liberdade para viajar em todos os territórios da área Schengen.

Cabe a cada um de nós proteger o nosso planeta e criar um mundo mais sustentável. Para além dos passos quotidianos que podemos realizar a partir do nosso lar, devemos procurar mudar hábitos e adotar metodologias ecologicamente corretas.

O setor imobiliário é um dos mercados mais fortes do país e tem apostado num caminho mais “verde”. Com vários incentivos governamentais aliados à determinação e consciência portuguesa, Portugal está orgulhoso de ser um país a caminho da sustentabilidade.