O Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), a Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ) e a Associação Nacional de Assembleias Municipais (ANAM) lançaram na passada segunda-feira, dia 10 de janeiro, a campanha nacional ‘Vive a Democracia’.

De acordo com comunicado enviado à imprensa, esta campanha pretende dar um impulso à participação jovem na vida da democracia através de uma aposta na literacia política, apelando ao voto e ao debate de propostas e ideias desta jovem geração para a construção de um Portugal para jovens”.

Segundo a mesma fonte, esta campanha foi pensada para desafiar os/as jovens a questionarem-se sobre o seu papel na sociedade enquanto cidadãos/cidadãs que pertencem a um sistema democrático, com deveres e direitos. A campanha decorre em formato online. 

Sob o lema «Política é Cidadania», a campanha visa “o fortalecimento da democracia através da consciencialização da juventude para uma cidadania ativa, responsável e plena”, foi referido.

Vítor Pataco, presidente do IPDJ, realça a importância desta campanha. “O IPDJ associa-se a esta campanha, com o objetivo de incentivar a nossa população jovem para o ato eleitoral, através de momentos de consciencialização para uma cidadania ativa que seja capaz de fortalecer a democracia. Esperamos que estes momentos de sensibilização perdurem no tempo e que venham a combater este fenómeno crescente de abstenção eleitoral jovem no nosso país, relembrando que a liberdade de todos nós, incluindo a dos mais jovens, só acontece quando existe responsabilidade e consciência. Somente desta forma, os e as jovens do nosso país saberão viver a democracia”, disse.

Por sua vez, o presidente da FNAJ, Tiago Manuel Rego, destacou o facto de, “em mais um processo eleitoral onde a abstenção jovem tende a ser a grande protagonista, imputamos, muitas vezes, à juventude um desinteresse pela política e aos políticos a incapacidade de comunicar e reconhecer os novos modelos de participação. Porém, e numa relação sistémica como esta, há razões válidas de ambos os lados, pelo que através desta campanha a FNAJ apela a que os e as jovens não se cristalizem numa abstenção que não traz soluções e possam manifestar e defender a sua posição e reivindicações. Por outro lado, aos políticos exigem-se causas mobilizadoras e agendas concretas capazes de transformar o futuro de uma geração que vive num mundo viciado na crise”, frisou.

 Já o presidente da ANAM, Albino Pinto, descreve que “a ANAM congratula-se com esta campanha e associa-se a ela, porque a mesma se foca no melhor futuro de Portugal – a juventude. Na verdade, uma juventude conhecedora e sensibilizada para a política, às quais poderá apresentar as suas próprias propostas, estará muito mais sensível ao imprescindível exercício do direito de votar, bem como, conscientemente, apelará aos jovens para que não faltem às urnas. Porque poder e saber construir a democracia é uma ideia que mais do que a todos os cidadãos, importa à Juventude perceber”, concluiu.