Fundada em 2011, a Inovpeças é uma empresa portuguesa, com sede em Lousada, que se dedica ao comércio a retalho de peças e acessórios para veículos automóveis ligeiros e reconhecida, recentemente, PME Líder.

Numa altura “tão difícil” como foi a pandemia da COVID-19, José Carlos Carneiro, um dos sócio-gerentes, considera a distinção um “grande reconhecimento. Conseguimos sempre segurar o barco e levar a bom porto, nunca perdendo o rumo de bases importantes para a empresa, principalmente a nível financeiro”, sublinha o empresário. Um reconhecimento que atravessa gerações e que advém de “bons indicadores. A estabilidade da empresa e o seu crescimento estão interligados”, considera o também sócio-gerente Paulo Magalhães.

A distinção de PME Líder resulta de uma avaliação com uma “forte componente financeira”, determinada pelo “bom trabalho que pensamos estar a realizar ao longo destes anos”, realça José Carlos Carneiro, e um “reforço” de uma gestão que a equipa da Inovpeças tem implementado e que se “reflete nesta distinção”

Os passos dados têm sido os “certos” para manter a estabilidade, porque como reconhece “às vezes é fácil crescer muito rápido, o problema é ter uma boa estrutura para aumentar”. No entanto, a Inovpeças tem tido um crescimento “rápido e diferente do que se vê no mercado”, resultado de um trabalho conjunto “bem feito”.

A Inovpeças foi criada no dia 1 de abril, conhecido como o dia das mentiras, mas “num pestanejar de olhos” passaram 11 anos e o sucesso é mais verdadeiro do que nunca. “Parece que foi ontem que começamos, mas hoje estamos empenhados em fazer levar as coisas a bom porto”, confessa.

Um sucesso possível pelo empenho “de todos os colaboradores”, um aspeto “fundamental” numa empresa com quase 100 pessoas como a Inovpeças. “Por muito boa vontade que tenhamos, se não tivermos a colaboração de uma boa equipa, não conseguíamos ser o que somos”, sublinha Paulo Magalhães que, em retrospectiva, tem a certeza que a empresa tem conseguido “escolher as pessoas certas”. Para além dos colaboradores, que são o “ponto principal” do sucesso, José Carlos Carneiro, destaca também os clientes, sem os quais uma empresa “não existe”.

Colaboradores e clientes são o “reflexo do trabalho” realizado diariamente e que “permite abranger um leque diverso” de áreas em que a Inovpeças atua neste momento. “Os clientes acreditam, cada vez mais, em nós e no trabalho que toda a equipa tem desenvolvido”.

Antes da criação da empresa, Paulo Magalhães tinha um conhecimento profundo do sector, no qual já trabalhava há 30 anos, e José Carlos Carneiro há cerca de 20 e, por isso, há 11 anos ambos acreditavam que o sector precisava “de um conceito diferente. Achamos que algo não estava bem no mercado e que se poderia dar muito mais ao um sector com uma das maiores evoluções a nível mundial”, recorda Paulo Magalhães. 

Os quase 11 anos da empresa comprovam a visão inicial dos empresários, de que “haveria algo diferente que se poderia fazer. Tivemos a sorte de encontrar colaboradores que se identificaram com o projeto, que o acharam diferente e, por consequência, acabou por contagiar muitos dos nossos clientes”, confidencia Paulo Magalhães.

Hoje, a Inovpeças é uma empresa com uma “dimensão expressiva”, por vezes, “uma surpresa” para os dois.

Paulo Magalhães confessa que em conversa com José Carlos Carneiro, percebem que, muitas vezes, não têm total “noção da dimensão da empresa. Não queremos ser os maiores, queremos sim ser os melhores”.

Com a evolução e o crescimento acrescem as responsabilidades, que ao longo dos 11 anos, têm contribuído para “o ponto em que estamos. Esperamos continuar a evoluir e a aprender”.

Quanto ao resto “só o futuro dirá”, mas novos planos já estão a ser delineados. José Carlos Carneiro confessa que “neste momento, não é muito fácil fazer grandes planos. Há dois anos, fomos surpreendidos pela pandemia e foi muito complicado porque estávamos em fase de aceleração”. Acumula-se um novo problema mundial, a guerra na Ucrânia, e que provoca “alguma instabilidade nos planos que precisam de ser repensados e adaptados”.

Neste momento, não é possível idealizar planos a médio e a longo prazo, mas sim continuar a adaptação a novas situações que a nova conjuntura internacional possa vir a trazer. “Tudo influencia a subida dos preços e a inflação reduz o poder de compra dos clientes”.

Na realidade do sector, Paulo Magalhães alerta para o facto de haver uma redução dos gastos pelos clientes, “influenciando o mercado no global” no qual a Inovpeças está inserida. “Estamos inseridos num mercado global e dependemos uns dos outros, quando alguém é afetado, todos somos”.

É, portanto, um momento “incerto”, mas os empresários consideram ser imprescindível “ter alguma sensibilidade para manter a estabilidade”

Atualmente, a Inovpeças é composta por sete lojas e 96 funcionários, números que não esperavam atingir. “Há 11 anos tínhamos boas ideias para o mercado e achávamos que poderíamos ser uma grande mais valia, mas nunca esperamos conseguir atingir este nível”, sublinham.

O serviço da Inovpeças é semelhante a muitas empresas do sector, mas que se diferencia pelo fator humano. O segredo está, “na proximidade e atenção ao cliente”. 

“Todas as empresas do sector têm acesso aos mesmos produtos, mas a diferenciação está em tudo o que não é a peça: o serviço. Não temos produtos diferentes, mas vendemo-los de forma diferente”, concluiu José Carlos Carneiro.