logo-a-verdade.svg
Sociedade
Leitura: 4 min

Porto: Presidente da Junta de Ramalde exige mais polícia após onda de assaltos na freguesia

A falta de segurança na cidade do Porto, um tema que preocupa cada vez mais as populações de toda a região Norte, esteve em destaque na mais recente reunião da Assembleia Municipal do Porto.

Redação

Patrícia Rapazote, presidente da Junta de Freguesia de Ramalde, aproveitou a sessão para lançar um apelo urgente por um reforço policial, motivado por incidentes criminais que a afetaram diretamente nas últimas semanas.

A autarca, eleita pela coligação PSD/CDS-PP/IL, revelou aos presentes que foi vítima de um roubo nas próprias instalações do executivo local. Segundo o seu relato, a descoberta ocorreu no momento em que chegou para trabalhar. "Chego ao parque dentro da junta de freguesia e o meu carro tinha sido assaltado", partilhou a responsável com indignação durante a sua intervenção.

Criminalidade ligeira contínua atinge o limite do suportável

O furto da viatura pessoal não foi um caso isolado no seio da autarquia. Patrícia Rapazote confessou que a insegurança já tinha atingido o espaço institucional de forma grave, revelando de forma inédita que "há um mês a Junta foi também assaltada". A presidente explicou aos deputados municipais que optou por manter este primeiro incidente em sigilo numa fase inicial para não "criar alarme social", tendo comunicado o crime estritamente "a quem tinha de dizer".

Apesar de reconhecer que a zona não é palco de crimes de sangue ou de elevada violência, a autarca sublinhou o desgaste provocado pela sucessão destes pequenos delitos. "Não há criminalidade grave em Ramalde, mas é a contínua criminalidade ligeira, que cansa, que mói e que é insuportável", desabafou a responsável, acrescentando que o dia do assalto ao seu veículo "foi um dos dias do insuportável".

Videovigilância avança com investimento superior a um milhão de euros

O pedido por maior patrulhamento nas ruas não é uma novidade no discurso da responsável pela freguesia. A líder do executivo local expressou a sua profunda frustração com a falta de meios e a inércia das entidades competentes ao longo dos mandatos. "Eu estou cansada de me ouvir dizer isto. Acho que nos últimos quatro anos, em todas as intervenções que eu fiz, eu pedi isto: mais efetivos na esquadra de Ramalde", lamentou a presidente da junta.

Como forma de mitigar esta sensação de impunidade e reforçar a segurança pública, a autarca aproveitou a ocasião para agradecer o esforço do executivo municipal do Porto. Há cerca de um mês, a câmara lançou um concurso público com um valor base de 1,4 milhões de euros inteiramente focado na segurança de Ramalde.

De acordo com o caderno de encargos do projeto, a verba destina-se à instalação de equipamentos de monitorização de última geração. O plano dita que terão de ser instaladas "um conjunto mínimo de 50 câmaras de vídeo" estrategicamente distribuídas por várias artérias e zonas críticas daquela freguesia, procurando assim dissuadir os atos criminais e devolver a tranquilidade aos residentes.