Para que uma criança tenha um desenvolvimento saudável precisa mais do que cuidados básicos de vida. Precisa de se sentir amada, porque esse sentimento é essencial ao desenvolvimento de competências intelectuais e físicas, como as emoções.

Mas, afinal, qual é o papel do afeto no crescimento das crianças?

O afeto, que transmite o amor que é nutrido pelo outro, beneficia a saúde emocional, psicológica e até influencia a inteligência.

A demonstração de afeto a uma criança, logo desde bebé, tem influência no desenvolvimento de uma parte do cérebro, mais concretamente o córtex pré-frontal. Isso permite que a criança melhore a sua capacidade de reter informação, de refletir e aprender sobre os seus sentimentos e os sentimentos dos outros. Além disso, torna possível que ela aprenda a conter impulsos e que tenha uma melhor adaptação a relações sociais.

Crianças que estabeleçam uma vinculação segura com os seus pais ou cuidadores mostram-se mais confiantes, mais seguras de si mesmas e também em relação aos outros, tanto no presente como em relações futuras.

Uma investigação realizada nos Estados Unidos da América, com o objetivo de explorar como é que os bebés adquirem competências cognitivas, concluiu que as crianças que recebem mais atenção e afeto em casa tendem a ter níveis de QI (Quociente de Inteligência) mais elevados.

Em suma, a partilha de sentimentos, o diálogo e a presença diária dos pais ou cuidadores na vida dos filhos proporciona às crianças um crescimento num ambiente em que se sentem amadas e seguras, o que lhes permite a aquisição de valores e de condutas morais.

Não perca a oportunidade de dizer aos seus que os ama. As crianças só conseguem saber o que é o amor quando o recebem.

Gestos de carinho geram sentimentos positivos. Amor gera Amor!

Ana Rita Vasconcelos
Psicóloga Clínica