Delfina Magalhães, natural de Espadanedo, Cinfães, iniciou as peregrinações a Fátima com 18 anos e, hoje, com 54, já “perdi a conta da quantidade de vezes que vim”

Delfina, que realizou esta última peregrinação de 13 de Maio, chegando ao santuário no final do dia 11, quarta-feira, afirma que “o que nos leva a Fátima são as nossas ofertas, cada um tem a sua devoção e são as nossas promessas que nos levam lá”.

A peregrina de 54 anos recorda a peregrinação que mais a marcou, “foi a que eu fiz que fui a pão e água e sem falar”, no entanto prefere não revelar o que a levou a fazer a promessa, adiantando que “as promessas são coisas nossas”

A promessa que mais a marcou, não foi a primeira que fez, quando iniciou o que chama de “retiro espiritual”, tinha apenas 18 anos “a primeira vez era jovem, a minha mãe já ia, eu ouvi falar e tive curiosidade, sempre pensei em vir”, conta. 

Delfina Magalhães assume que “sempre que posso venho, vim o ano passado, vim agora e estou a pensar voltar em agosto. Tenho um grupo mais pequeno do que este e se tiver tudo orientado volto”, acrescentando que a peregrinação “faz-nos bem espiritualmente e psicologicamente”

“Já tenho pessoas que habitualmente fazem a peregrinação comigo, que por norma vêm todos os anos. Neste grupo que venho agora, não, até porque venho com pessoas novas e acaba por ser interessante nestas caminhadas porque é diferente”, admite Delfina, recordando a experiência que teve com o grupo de peregrinação de Figueiró, Amarante “era 300 e tal pessoas, adorei, foi lindo. Adorei essa peregrinação, ainda ontem dizia a uma colega minha que aquela peregrinação é muito bonita, é uma paz espiritual”.

A peregrina revela emotiva, a sua chegada ao Santuário de Fátima, “sinto uma emoção muito grande, principalmente nesta altura, porque como eu costumo dizer parecem os lagartos ao longe, os coletes verdes na estrada… são muitos peregrinos, é diferente, acaba por ser uma emoção muito grande”

Aos 54 anos e com uma grande experiência nas peregrinações, Delfina Magalhães aconselha “a quem for a primeira vez, que nunca desista, há momentos felizes, há momentos de choro, há momentos de alegria, tudo faz parte da caminhada, mas é uma experiência linda, toda a gente que pense em fazer, deve fazê-lo”, termina afirmando que “esta é uma experiência que toda a gente que tem a curiosidade, devia fazer”

Texto redigido com o apoio de Ana Ferrás, aluna estagiária da Universidade Fernando Pessoa.