Eficiência energética, investimento na formação e novos mercados internacionais são os três fatores que descrevem os últimos dez anos da empresa Granitos Irmãos Peixoto.
Rui e António Peixoto são os proprietários e mostram-se "muito orgulhosos" dos feitos conquistados nos últimos anos e afirmam que só "foi possível atingi-los com uma equipa empenhada e dinâmica".

Estão no setor da pedra há cerca de 27 anos e afirmam que a evolução tem "sido imensa e contínua. Hoje em dia, temos tecnologia de ponta para poder transformar o granito com mais facilidade e mais qualidade".
O investimento nas questões ambientais, nomeadamente a eficiência energética e a descarbonização, tem sido "muito", o que permite à empresa ser, cada vez mais, competitiva no mercado. "É uma aposta que não é só rentável em termos económicos, mas também é uma obrigação porque há países que não aceitam empresas que não correspondam a determinados critérios. Estamos a ser mais eficientes energeticamente, conseguimos reduzir o consumo de água, o consumo de energia, com máquinas mais eficientes e, este ano, implementamos painéis solares, através de uma candidatura feita em janeiro, que nos vai permitir ter energia mais limpa e mais barata", descreveu.

Também o avanço da tecnologia permite atrair jovens para este setor, que, nos últimos anos, vinha a ser uma preocupação da indústria. "Ajuda-nos bastante a conseguir contratar jovens", disseram os proprietários da empresa, que destacam ainda a importância da formação. "As pessoas que temos a trabalhar connosco são uma mais valia, porque estão muito melhor formados. Hoje a tecnologia também nos está a ajudar nesse aspeto, a ter mais gente nova a aprender a trabalhar. As máquinas evoluíram muito, mas as pessoas também. Não é só os antigos que são bons, eu acredito muito nesta nova geração, temos aqui muito boa gente. A faixa etária da nossa empresa é de cerca de 35 anos".

Na área da formação, a Granitos Irmãos Peixoto conta também com o apoio da ANIET - Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora. "Temos uma candidatura comum para os associados e aproveitamos essas formações. A nível de produção também acaba por ser muito positiva esta formação, porque as pessoas vêm com outra mentalidade, vêm abertas à mudança, já vem com esta ideia de modernização e tecnologia", apontaram Rui e António Peixoto.
Aposta na internacionalização e na comunicação
Hugo Sousa está na empresa há cerca de cinco anos e, aquando da sua contratação, o desafio foi aumentar a internacionalização da empresa. Desta forma, e nos últimos cinco anos, a Granitos Irmãos Peixoto passou a estar presente em 12 países, com forte aposta em mercados como a Noruega, Suécia e Inglaterra.
Para a concretização deste objetivo, a comunicação nas redes sociais, nomeadamente no LinkedIn foi uma "forte ajuda", de acordo com o responsável. "Sinto-me contente, mas também, ao mesmo tempo, acho que aconteceu naturalmente, porque a empresa sempre me deu condições para que eu conseguisse atingir os objetivos", disse.

O trabalho com os mercados nórdicos é "muito rigoroso" e, há dois anos, a Noruega implementou a obrigação da Declaração Ambiental de Produto (DAP), a qual a Granitos Irmãos Peixoto também implementou. "Esta declaração calcula as emissões de CO2, tudo o que seja poluição, a DAP calcula, desde a extração até à entrega do material no destino. Tudo ao pormenor. Com isto, podemos competir com o nosso principal concorrente, que é a China, porque estamos a uma distância muito mais curta da Noruega", exemplificou.
A empresa conta também com a Auditoria SEDEX, que é exigida pela Suécia, que trata de "questões a nível do pessoal, se damos condições aos trabalhadores, se temos trabalho infantil… O mercado tem evoluído e a empresa tem acompanhado essa evolução, tanto a nível digital, como a nível de certificações e também de maquinaria", disse, acrescentando que "nos últimos cinco anos a empresa quase que duplicou a nível de espaço, de fábrica. À medida que vamos evoluindo nos mercados, vamos evoluindo na forma e no modelo do produto, que são mais exigentes e com muito mais qualidade, muitos detalhes e para isso precisamos de tecnologia de ponta, o que temos feito", finalizou.
Modernização também a nível interno
Arlete Ferraz é a chefe de escritório e está na empresa há cerca de 22 anos. Nos últimos anos afirma que houve "uma melhoria bastante acentuada e significativa", nomeadamente em termos de "tecnologia, com a implementação de novos programas que permitem que o trabalho seja feito de forma mais célere".

Com estas melhorias, a empresa torna-se ainda mais "competitiva junto dos mercados que, de outra forma, não seria possível. Quando vim para cá, os programas de faturação já existiam mas eram escassos, nós usávamos os programas de faturação apenas para faturar. As guias, como era uma coisa prática, emitia-se manualmente para fazer o transporte do produto. Neste momento utilizamos as guias diretas do programa que é fazer só uma derivação e está a fatura pronta", exemplificou.
Para Arlete Ferraz esta é uma "evolução fantástica", da qual se sente "orgulhosa de fazer parte. Nomeadamente no escritório, porque muitas das mudanças contaram com a minha persistência e pulso firme".
Organização, higiene e segurança no trabalho também mudou
Paulo Sousa é o encarregado da produção e encontra-se na empresa há 17 anos. "Há muita coisa diferente", disse, nomeadamente "a nível de organização e de máquinas, estamos mais modernizados, temos mais qualidade em tudo o que fazemos".

Para o trabalhador, esta evolução "é muito importante, porque permite que sejamos ainda mais competitivos no mercado" e ajuda também na atração de jovens para os cargos. "O facto de termos máquinas e de sermos mais tecnológicos, faz com que consigamos atrair jovens. Nos últimos anos entraram muitos jovens. Temos jovens aqui a trabalhar é bom, eles não vêm com vícios e é fácil incutir a formação, acabamos por ser nós a explicar como as coisas se fazem", disse.
O encarregado espera continuar a ver "a modernização e a evolução desta empresa" que aposta "nas pessoas, que são a principal mais valia de qualquer negócio".
