Graça Freitas, diretora-geral da Saúde, estimou esta quarta-feira, dia 2 de março, que a situação epidemiológica da COVID-19, em Portugal, melhore na primavera, o que possibilitará um abrandamento das medidas, ainda em vigor.

Em entrevista à Lusa, a diretora-geral, apesar de não apontar uma data concreta, disse que o número de casos de COVID-19 continua a diminuir, bem como o número de internamentos e de óbitos. “Temos a expectativa positiva de que no início de abril ou final de março” se desça o patamar estabelecido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doença de passar para menos de 20 mortes por milhão de habitantes a 14 dias.

“E, portanto, continuamos a acompanhar a evolução da mortalidade. Obviamente não sabemos dizer o dia exato em que isso vai acontecer, mas temos uma expectativa positiva”, salientou na entrevista à agência Lusa, a propósito dos dois anos de pandemia em Portugal, assinalados ontem.

Graça Freitas referiu que Portugal faz parte dos países que, estando ainda com uma atividade intensa da doença, está com todos os indicadores com uma tendência decrescente. “Isso dá-nos confiança de que na primavera teremos uma situação epidemiológica mais favorável do que temos agora e, portanto, possibilitando eventualmente novos abrandamentos das medidas que estamos a tomar”, explicou.

Relativamente ao relatório da situação epidemiológica da COVID-19 da DGS deixar de ser diário, Graça Freitas disse que o processo está em transição. “Nós produzimos semanalmente 10 documentos diferentes para finalidades diferentes e aquele que é mais conhecido é o chamado boletim diário”, mas “estamos a trabalhar com a tutela no sentido de criar um novo boletim”, revelou.

De acordo com Graça Freitas, o boletim terá outras indicações que permitem acompanhar “com transparência, como sempre, a epidemia, mas sem ser numa base diária. Aquilo que interessa dizer é que o sistema está montado com uma série de sensores que nos vão permitir acompanhar ao dia e à hora mudanças que ocorram na dinâmica do vírus e na transmissão da doença e da sua gravidade”, disse.