Esta decisão significa que o corte no preço dos combustíveis será menos expressivo do que os condutores esperavam.
Com a nova taxa, o ISP para gasolina continental sobe de 481,26 €/1.000 litros para 497,52 €/1.000 litros, e no gasóleo passa de 337,21 €/1.000 litros para 361,60 €/1.000 litros. Tal aumento compensa parte da queda nos custos de matérias-primas que poderia ter levado a reduções nos preços nas bombas.
De facto, segundo o contas poupança, a previsão para esta semana (8 a 14 de dezembro) aponta para uma descida modesta: cerca de 2 cêntimos por litro no gasóleo e apenas 0,5 cêntimos por litro na gasolina.
Isto contrasta com o que se antevia antes do “descongelamento” do ISP estava previsto que o gasóleo perdesse cerca de 7 cêntimos/litro e a gasolina cerca de 3,5 cêntimos/litro.
O Governo justifica a revisão como um passo alinhado com as recomendações da Comissão Europeia, que propõe eliminar progressivamente os apoios temporários criados para aliviar os preços dos combustíveis durante a pandemia e em consequência da guerra na Ucrânia. A portaria agora publicada refere que se trata de uma “reversão parcial” das medidas extraordinárias adotadas nesses contextos.
Embora os preços dos combustíveis ainda devam cair nos próximos dias, a subida do ISP neutraliza uma parte significativa desses cortes o que significa que a descida será modesta e a “grande baixa” que muitos esperavam já não vai acontecer.
