A Guarda Nacional Republicana (GNR) inicia, esta sexta-feira, dia 7 de janeiro, a Operação “Bom Caminho”, que pretende promover a visibilidade e o patrulhamento de proximidade da Guarda, na “proteção e segurança dos peregrinos que se deslocam a Santiago de Compostela e que transitam ao longo do Caminho Português, do Caminho Português da Costa e do Caminho Português Interior, através dos Comandos Territoriais do Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu”.

De acordo com um comunicado, a GNR informa que a operação decorre até dia 31 de dezembro de 2022 e que irá manter “um conjunto de atividades operacionais que contribuem para o sentimento de segurança e a visibilidade junto dos peregrinos, nos diferentes percursos”.

Desta forma, pretende reforçar a presença dos militares da Guarda nos locais mais vulneráveis à passagem dos peregrinos, nomeadamente locais isolados e ermos, infraestruturas de acolhimento e locais de grande concentração, através de patrulhamento específico e ações de sensibilização, tendo em vista transmitir os principais conselhos de segurança.

Entre estes conselhos estão: planeie/prepare o percurso antecipadamente; evite desviar-se do percurso; caminhe apenas nos períodos diurnos; utilize roupas claras e material retrorrefletor; no trajeto, circule pelos passeios ou, na ausência, pelas bermas; em grupo, caminhe em fila única; mantenha o telemóvel com bateria e o contacto diário com a família; não utilize auscultadores durante o caminho e evite o transporte de grandes quantidades de dinheiro; nos albergues, não deixe bens/dinheiro ao alcance de terceiros; e desloque-se sempre munido de documento de identificação (cartão de cidadão/passaporte e cartão europeu de saúde).

Nos períodos de maior afluência de peregrinos, em particular na Semana Santa e no período do Verão, realizar-se-ão patrulhas conjuntas com a Guardia Civil.

A GNR afirma ainda estar “ciente da importância dos ‘Caminhos de Santiago’, que remontam ao século IX, e que têm tido, nos últimos anos, um crescimento exponencial, principalmente desde a realização das Jornadas Mundiais da Juventude em Santiago de Compostela em 1989 e da sua classificação pela UNESCO, em 1993, como Património da Humanidade, que lhe conferem uma dimensão cada vez mais internacional”.