O Sindicato dos Funcionários Judiciais e o Sindicato dos Oficiais de Justiça convocou uma greve para esta quinta e sexta-feira, dias 1 e 2 de setembro.

De acordo com o Sindicato dos Funcionários Judiciais, os trabalhadores exigem, “por ser de direito e de elementar justiça”: o preenchimento integral dos lugares vagos; a abertura de procedimento para promoção e acesso a todas as categorias cujos lugares se encontrem vagos – Escrivão e Técnico de Justiça Adjunto, Escrivão de Direito, Técnico de Justiça Principal e Secretário de Justiça; a inclusão no vencimento do suplemento de recuperação processual, com efeitos a 1 de janeiro de 2021, ou seja, o pagamento do valor mensal nas 14 prestações anuais; a regulamentação no acesso ao regime de pré-aposentação e um regime específico de aposentação; e a apresentação de uma proposta de revisão do estatuto profissional que dignifique e valorize a carreira e os profissionais.

“Quem não luta pelos seus direitos, não é digno deles. Estamos fortalecidos na união, somos dignos e dignos dos nossos direitos”, pode ler-se.

A greve “materializa a unidade na ação, no que é inédito, entre os sindicatos que representam os Oficiais de Justiça e os funcionários judiciais”, refere um comunicado do Sindicato dos Oficiais de Justiça, indicando que “é um momento único e a greve, por estratégia, coincide com a data da retoma dos prazos judiciais”.

“A greve nos dias 1 e 2 de setembro representa, assim, o início de uma luta que será firme e constante, até que o Ministério da Justiça reconheça as nossas razões. Os Sindicatos, como sempre temos afirmado, são instrumento constitucional para realizar a vontade dos trabalhadores. A indignação sentida por todos os Oficiais de Justiça, perante a tutela, reforça a nossa resiliência e vontade de lutar”, lê-se também.