Nos últimos dias foram colhidas 3.808 unidades de sangue, das quase cinco mil inscrições realizadas, na sequência do apelo do Instituto do Sangue e da Transplantação. Contudo, e segundo a Lusa, esse esforço foi “insuficiente” para as necessidades hospitalares.

Desde sábado e até às 12:30 da passada sexta-feira, dia 4 de fevereiro, inscreveram-se nos três centros do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) “4.916 candidatos à dádiva, tendo sido colhidas 3.808 unidades de sangue”, avanço fonte dessa instituição à agência Lusa.

De acordo com a mesma fonte, registou-se um “aumento no número de dadores inscritos” nos centros de Lisboa, Porto e Coimbra, um reforço de dádivas que permitiu “manter a resposta aos hospitais durante esta semana”.

No entanto, o número de doações é ainda escasso. “Ainda assim, continuamos a necessitar de mais dádivas e mais pessoas dadoras para responder às necessidades dos hospitais, pois mantém-se as condições pandémicas”, com um elevado número de infetados e de isolamentos profiláticos, alertou o IPST.

O IPST voltou a apelar para que todos os potenciais dadores façam a sua dádiva, um “ato essencial para a manutenção das reservas em níveis estáveis” no país, recordando que os centros de Lisboa, Porto e Coimbra estão abertos de segunda-feira a sábado das 08:00 às 19:30.

O IPST  recordou ainda que se realizam várias sessões móveis de colheita de sangue ao longo dos sete dias da semana em todo o país, ao relembrar que para ser dador de sangue basta ter entre 18 e 65 anos – o limite de idade para a primeira dádiva é os 60 anos – e ter peso igual ou superior a 50 quilos.

As pessoas candidatas à dádiva que tenham tido COVID-19 devem aguardar 14 dias após a recuperação para se candidatarem novamente, enquanto os vacinados contra com vacinas da Pfizer e da Moderna, que antes tinham de esperar sete dias, podem doar sangue sem necessidade de cumprir esse prazo, desde que se “sintam bem e estejam assintomáticos”.