Depois de um percurso de “dedicação e competência”, Fernando Santana foi nomeado, a 1 de fevereiro de 2021, professor catedrático e reitor em “job sharing” da Escola Superior de Enfermagem de Friburgo. 

Um ano depois, Fernando Santana, natural de Vila Boa de Quires e Maureles, confirma “um primeiro ano que foi uma montanha russa de emoções, aprendizagens e desafios”. Citando um teólogo brasileiro, Rubem Alves, o reitor não tem dúvidas de que “não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses”

Para o professor catedrático, os principais objetivos “foram concretizados ou estão em vias de o ser: implementamos uma estratégia de comunicação transparente de forma a aproximar e unir todos os colaboradores em volta dos objetivos definidos ; reestruturamos diferentes serviços de apoio indispensáveis ao bom funcionamento do ensino, o secretariado e o apoio em tecnopedagogia”. Mas também outros desafios foram colocados pela COVID-19: “uma parte dos currículos de formação foram realizados em ensino híbrido; organizamos campanhas de vacinação geridas pelos nossos alunos para toda a comunidade estudantil da universidade de Friburgo”.

Durante o percurso, Fernando Santana realça, também, “alguns momentos difíceis, nos quais foi preciso uma agilidade intelectual e negocial para os ultrapassar” e que, na sua perspectiva, “valorizam mais o trabalho realizado e aumentam o sentimento de dever cumprido”, salientou.

Desde 2020, Fernando Santana é também o responsável do grupo de intervenção sanitária profissional de Friburgo, um grupo constituído por 60 profissionais de saúde (médicos e enfermeiros especialistas) que intervêm no pré-hospitalar. Um trabalho que “exige” que trabalhe diretamente com o médico responsável no cantão de Friburgo. “Gerir 60 pessoas e um orçamento de 800 mil euros anuais dão umas certas dores de cabeça”, confessa o responsável, garantindo que “para se obter sucesso em qualquer área, é indispensável não só ter uma vida saudável e equilibrada, mas também é imperativo de se encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional”.

Três ou quatro dias por semana são dedicados ao desporto, momentos que o permitem “descarregar frustrações e adrenalina e carregar as baterias”. Por outro lado, Fernando Santana partilha a “felicidade de ter uma esposa e duas filhas maravilhosas que compreendem as ausências e que apoiam incondicionalmente. Tento estar presente o máximo possível, mas como trabalho 60 a 70 horas por semana, nem sempre consigo”, admitiu.

O objetivo é continuar, porque o trabalho “começou agora. Ainda tenho muito a oferecer e a desenvolver para colocar a faculdade não só em destaque no panorama do ensino, mas também posicioná-la como interlocutora privilegiada com as instâncias políticas no que toca a questões relacionadas com a saúde”.

Fernando Santana recorda uma questão colocada, um dia, pela filha: “pai o que fazes exatamente no trabalho?”, uma questão “difícil de responder e explicar, mas sou um facilitador na encruzilhada dos imponderáveis académicos e da visão estratégica da universidade, percebes? Não percebi nada pai, mas parece ser importante e estou muito orgulhosa de ti”. A resposta ficou, “para sempre” gravada na memória do professor catedrático, que guarda essas recordações como uma “motivação para continuar”.

Um percurso ainda curto, mas com um balanço “extremamente positivo” e que encoraja todos os que, tal como Fernando Santana, sonham em chegar mais alto. “A competência e a resiliência são características fundamentais para se ter sucesso seja em que tipo de trabalho for, o sucesso dá muito trabalho”, não tem dúvidas o reitor da Escola Superior de Enfermagem de Friburgo.

“Oscar Wild disse algo parecido com: tens de apontar para a lua, porque pelo menos, se falhares, vais acabar nas estrelas, mas como o diz o provérbio ‘palavras, leva-as o vento’” e, por isso,  Fernando Santana pensa já “nos próximos anos” de trabalho e evolução que o esperam no futuro.