Fernando Malheiro foi reeleito diretor executivo do ACeS Tâmega II – Vale do Sousa Sul para um mandato de mais três anos.

Para Fernando Malheiro, um período que marca o seu último mandato é “a fase pandémica”. “Apesar de vivermos um momento que todos reconhecemos como difícil, julgo que o SNS no todo respondeu bem e nós aqui também respondemos. Estivemos sempre em linha com aquilo que foram as melhores respostas do SNS”, disse ao Jornal A VERDADE.

“Neste período, também aumentamos o número, ao contrário do que muitas vezes se passa, de consultas. Temos, aliás, um rácio de consultas muito elevado, fazendo uma comparação com aquilo que são as médias nacionais e, mesmo com todas estas dificuldades, ainda demos algumas respostas que eram problemáticas, por exemplo, no caso das juntas médicas, que era uma situação que nos preocupava muito porque era quase um flagelo nacional e nós conseguimos, neste período difícil, ter as juntas médicas quase ao dia”, afirma.

Assim, considera que as principais dificuldades que a pandemia gerou foram “bem respondidas” e, noutras áreas que “poderiam ser problemáticas”, a resposta deste ACeS – Agrupamento de Centros de Saúde e no geral da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) também foi “bastante boa”.

“Perante esta avaliação positiva do que foi este trabalho, naturalmente que, ao receber o convite do presidente da ARS e da ministra, à partida, se tinha a confiança deles, era possível esta continuidade”, sublinha.

Em relação aos desafios e problemas identificados, Fernando Malheiro refere que reuniram na semana passada no sentido de ser criado um protocolo para ajudar “a ter uma boa resposta relativamente aos serviços de urgência”. “O nosso objetivo é sempre o mesmo, é proporcionar aos nossos cidadãos o máximo do acesso e vamos estar muito focados em que os nossos cidadãos, sempre que precisem de consulta, tenham consulta, seja ela aberta ou programada, e, se tivermos de melhorar – nós temos um bom rácio, mas, muitas vezes, não são os rácios que nos interessam, é o ser equitativos e que as pessoas mais vulneráveis tenham esse acesso”, acrescenta.

Além disso, o diretor executivo indica ainda que vai ser “bastante” trabalhada a área da comunicação e vai ser reforçado o que tem sido feito, dando o exemplo de que este foi “o primeiro ACeS do país” em que todas as autarquias efetuaram a transferência de competências. “Reforçar esta capacidade de trabalhar em conjunto porque aumenta-se a capacidade e consegue-se dar muito melhores respostas reduzindo o esforço e, muitas vezes, reduzindo custos”, comenta.