O sentimento de revolta e de impotência perante as notícias que têm chegado sobre o conflito entre a Ucrânia e a Rússia tem, por certo, feito mover ‘mundos e fundos’ para recolher o máximo de ajuda possível para a população que é vítima destes acontecimentos. No entanto, tem sido notícia o facto de nem sempre os destinos dessa suposta ajuda serem os mais felizes. Nelson Ribeiro e a esposa querem dar um novo lar e ser a “segurança” de uma família ucraniana.

O casal e o filho de quatro anos vão acolher, em sua casa, em Penafiel, uma mãe e filha ucranianas. A previsão de chegada é no início de abril e, até lá, tudo está a ser preparado. ”Falámos sobre isso, tínhamos espaço, tínhamos algum mobiliário de quarto e estamos a tentar arranjar o que falta”, contou Nelson Ribeiro ao Jornal A VERDADE.

Por enquanto, têm trocado mensagens pelas redes sociais com a jovem mãe ucraniana para tentar “saber os gostos a nível da alimentação, alergias”, para além de trocarem fotos do espaço onde vão ficar, de forma a mostrarem que é real. Já têm também tudo pensado sobre como vão comunicar: em inglês e através do Google Tradutor.

Entretanto, o casal está a disponibilizar mais um quarto, que poderá servir para a mãe da jovem, que ainda não sabe se virá, ou para outra família refugiada.

“Esta situação revolta-nos e é angustiante ver. Evito ver notícias já por causa disso. A minha esposa sente-se um bocado angustiada por não conseguir fazer nada à distância e encontramos esta forma de poder ajudá-los e fazer alguma coisa”, explicou, referindo que se inscreveram em diversas plataformas e também responderam a um apelo realizado nas redes sociais por uma jornalista ucraniana.

Para Nelson Ribeiro, “o melhor sentimento que uma pessoa pode ter é que se está a dar segurança a alguém” que vem de uma situação da qual não tem culpa. Lembra ainda que “há sempre alguma coisa que se pode fazer para ajudar” e que existem várias plataformas para fazer chegar essa ajuda, mesmo que não seja através do acolhimento de uma família em casa.