Este domingo assinala-se o Domingo de Ramos, que é também o Dia dos Padrinhos e Madrinhas. Em muitos casos, são escolhidos entre familiares ou, então, são amigos próximos. No caso de Marta Cruz, de Penafiel, o ser madrinha passa de geração em geração.

São várias mulheres, irmãs, mães, tias e sobrinhas e o ser madrinha é o denominador comum entre elas. A mãe de Marta Cruz foi madrinha da irmã aos nove anos. “A minha avó engravidou do terceiro filho ainda não sabiam se era menino ou menina e eles [o irmão e a irmã] já diziam que queria ser os padrinhos”, conta.

Anos mais tarde, Marta nasceu e a sua mãe “sempre disse que gostava muito que os irmãos fossem padrinhos”. E assim foi. Sara Cruz é tia de Marta e sua madrinha desde os 14 anos, o que acredita ser “uma responsabilidade muito grande”. “Eu gosto muito e, quando me perguntam quem é a minha madrinha, eu digo com muito orgulho que é a minha irmã. É giro e, na altura que eu fui madrinha da Marta, era bastante jovem. Já estava prometido que, quando nascesse, ia ser a madrinha, já estava à espera, mas sempre gostei muito e sempre a acompanhei muito no percurso dela, até a nível de escola até ao secundário”, lembra Sara Cruz, sublinhando que estão “sempre juntas”.

“Fui muito criada com a minha madrinha. Por ser a irmã mais nova da minha mãe frequentava muito a minha casa. A minha madrinha nunca a vi muito como madrinha, mas vejo-a mais como uma irmã para mim. Não tenho irmãos e também pelo facto de ela conviver muito na minha casa e estar muito presente. Sei que qualquer coisa que precise posso contar com ela”, comenta Marta.

Quando Sara Cruz pensou em casar e ser mãe, incentivou Marta a fazer o crisma, pois seria ela a escolhida para madrinha da filha/o. Marta fez o crisma, entretanto, e, há cerca de 10 anos, nasceu a Mariana, a primeira afilhada desta jovem. Há quase dois anos, Sara Cruz voltou a engravidar e nasceu a Margarida. “Voltou a convidar-me. Nunca imaginei! Mas não hesitei. Fiquei muito feliz, muito contente”, afirma Marta.

Margarida e Mariana

“As minhas afilhadas são quase como umas filhas. A minha madrinha sabe que tudo o que precisar pode contar comigo, tenho muito gosto em ficar com elas”, continua.

“Já tinha sido prometido à Marta que, quando tivesse um filho ela seria a madrinha. Por curiosidade, nasceu uma rapariga, ficou tudo entre meninas”, recorda Sara Cruz, sublinhando que Marta é uma madrinha “muito babada” e “sempre está muito presente”.

“Às vezes, tenho colegas meus que não têm uma relação muito próxima com os padrinhos. Nós estamos sempre ligadas, temos muito contacto umas com as outras. Durante a semana falamos e estamos sempre juntas”, refere Sara Cruz.

Essa forte e constante ligação veio solidificar-se ainda mais quando Marta revelou que ia casar. A madrinha de casamento que escolheu foi exatamente Sara Cruz, a sua madrinha de batismo e uma das pessoas que a acompanhou na escolha do vestido de noiva, e as meninas das alianças vão ser as suas afilhadas.

“Fiquei muito contente e, mais uma vez, vou ser madrinha. Vamos estar mais ligadas ainda por mais um passo. Está tudo muito ansioso e nervoso que chegue o dia”, comenta, revelando que recebeu o convite com “alegria”.

Neste domingo, não seguem a tradição da entrega dos ramos à madrinha, mas oferecem sempre uma prenda e, muitas vezes, até vão comprá-la em conjunto.