Beatriz Lopes Rodrigues, de 17 anos, natural de Feirão (Resende), terminou o 12.º ano do curso de Línguas e Humanidades, na Escola Secundária de Resende, com a média máxima. Vai agora frequentar Línguas e Relações Internacionais, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Aluna do 12.º B, Beatriz alcançou 20 valores de média, feito que atribui sobretudo à atenção nas aulas.
“O segredo não é bem um segredo. Prestava atenção nas aulas e isso facilitava muito, porque depois não precisava de estudar tanto em casa. Bastava-me estar atenta para já ter metade do trabalho feito”, explicou.
A escolha do curso de Humanidades surgiu pela afinidade com as línguas e culturas estrangeiras.
“Sempre gostei bastante da parte das línguas, de conhecer outras culturas. Também porque não me dava muito bem com matemática e físico-química, mas, sobretudo, por causa dessa paixão”, contou.
Se no início do secundário se imaginava a trabalhar na área da tradução, com o tempo percebeu que tinha interesse também pela vertente política.
“Ao longo do secundário fui percebendo que também gostava de uma parte mais política e então acabei por optar por Línguas e Relações Internacionais", esclareceu sobre a escolha do curso superior.
Na primeira fase de acesso ao ensino superior, ingressou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. “Estou um bocadinho nervosa, como é normal, mas tento pensar positivo e esperar que corra tudo bem”, confessou, acrescentando que já garantiu vaga numa residência universitária, o que descreveu como “uma preocupação a menos”.
Sem antecedentes familiares na área, Beatriz admite que ainda não definiu o caminho futuro.
“Estou em dúvida entre duas saídas: a diplomacia ou a análise e comentário político, até mesmo em jornais, sobre as relações internacionais”, revelou.
Apesar da exigência que reconhece no novo ciclo académico, garante que continuará a procurar dar o melhor de si:
“Vou tentar sempre ter o melhor resultado que conseguir, mas já estou mentalizada que o nível de exigência é muito maior”, confessou.
Podemos afirmar que Beatriz foi também uma referência para colegas ao longo do secundário, que lhe pediam ajuda para resumir a matéria antes dos testes. Um exemplo que, acredita, se deve mais à persistência do que a um dom.
“Aconselho a estar atento às aulas, mas, acima de tudo, a persistir e a não desistir quando a matéria parecer difícil. Dar sempre outra oportunidade e procurar ajuda com os colegas para aprender melhor todos juntos”, defendeu.
Questionada sobre a recente descida do número de ingressos no ensino superior, considera a situação expectável.
“Já era previsível, não só por agora ser obrigatório o exame de português e duas provas de ingresso, mas também pela questão financeira. Nem todas as pessoas têm capacidade de arrendar um quarto longe de casa e pagar propinas”, considerou.