Decorreu, na tarde desta sexta-feira, dia 25 de novembro, a reunião pública da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, tendo sido aprovado, por unanimidade, a atualização da Estratégia Local de Habitação.

O ponto foi apresentado pela vereadora da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, Clara Marques, que disse que esta alteração se deve aos “impactos sociais, económicos e de desenvolvimento humano presentes”, tendo-se encontrado “fatores que condicionam e agudizam o acesso habitacional por parte das famílias marcoenses”. Entre os fatores, encontra-se a situação da “pandemia da COVID-19, o fim das medidas extraordinárias de apoio a pessoas, famílias e empresas, a escalada de preços generalizada ao acesso habitacional, bem como o acolhimento de pessoas ucranianas, devido à guerra”.

Neste sentido, houve a necessidade de atualizar a Estratégia Local de Habitação de Marco de Canaveses, tendo passado a abranger 241 famílias e 394 pessoas, mais 40 famílias e 90 pessoas do que as identificadas em 2020. “Prevê também a revisão em alta do valor por metro quadrado, quer para reabilitação cifrada em 540 euros, quer para construção cifrada em 1130 euros. A Estratégia Local de Habitação possui uma previsão de investimento estimado na ordem dos 15.9 milhões de euros entre 2022 e 2026”, foi explicado pela vereadora.

Francisco Sousa Vieira, vereador do Partido Social Democrata demonstrou-se preocupado “com o aumento das famílias a necessitar de ajuda. Se destas 40 famílias, a grande maioria não foi ucranianas, significa que há aqui um decorrer normal do empobrecimento”, lamentou, questionando ainda “o que foi feito, de 2020 até agora, em relação a esta estratégia”.

Em resposta, a vereadora Clara Marques disse que foram incluídas escolas a requalificar “fruto do reordenamento escolar, que foram contempladas para a Estratégia Local de Habitação, uma forma de darmos vida aos equipamentos que foram encerrando”. Foi também feita, em relação à Estratégia Local de Habitação, uma “atualização do diagnóstico do concelho”, com a colaboração do Conselho Local de Ação Social e das juntas de freguesia. “Passaram dois anos difíceis, com condicionantes a nível interno e externo muito diferentes e, daí, a necessidade de fazer a atualização”.

Já Cristina Vieira, presidente da Câmara Municipal de Marco de Canaveses, recordou que “há obra a decorrer, com escolas a ser intervencionadas”, no âmbito da referida estratégia. “Já tínhamos enumerado um conjunto de escolas a requalificar e decidimos começar por aí. Vamos também colocar a concurso a construção de habitação, a custos controlados, na Rua Amália Rodrigues, que vai iniciar no próximo ano e ainda vamos requalificar as 36 habitações do Bairro Social”, concluiu.