O Centro Social de Santa Cruz do Douro é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sem fins lucrativos, com início de atividade em 21 de agosto de 1991. O principal objetivo é o bem-estar dos utentes distribuídos pelas respostas sociais de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), Serviço de Apoio Domiciliário, Centro de Dia, Pré-Escolar e pelo Protocolo do Rendimento Social de Inserção.

Em 2019 a parte antiga da ERPI foi requalificada com o apoio de fundos comunitários, através de uma candidatura ao Norte 2020, enquadrada no Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial da Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa, no valor de mais de 400 mil euros. Esta requalificação permitiu dotar o espaço de mais condições para acolher os mais idosos.

Artur Borges, presidente da direção do Centro Social de Santa Cruz do Douro, explicou que a associação teve, como primeira atividade, o pré-escolar, sendo que, depois disso, veio o CATI – Centro de Acolhimento Temporário para Idosos, seguindo-se o ATL. “O CATI não conseguiu ser temporário, porque os idosos vinham para cá, num total de 20, e não tinham condições de regressar a casa. A partir daí, estudou-se a possibilidade de transformar esse CATI num lar, hoje com a denominação de ERPI”, disse.

Neste seguimento, e cerca de 30 anos depois, o Centro Social de Santa Cruz do Douro candidatou-se a fundos comunitários para a requalificação da antiga ERPI. “Foram obras fundamentais para dar mais dignidade aos mais idosos”, sublinhou.

Artur Borges anseia agora pela abertura de novas candidaturas, através do Pacto de Recuperação e Resiliência (PRR), para a construção de mais um edifício que permitirá abrir a resposta social de ERPI para mais 20 pessoas, que se juntarão às já 40 existentes. “O projeto está concluído, estamos à espera que haja oportunidade de candidatura, para podermos dar resposta. Temos 76 pessoas inscritas e não temos resposta, temos casos em estado crítico, com o nosso apoio domiciliário a dar resposta”, concluiu.

A requalificação da ala antiga da ERPI do Centro Social de Santa Cruz do Douro, em Baião, é um dos projetos que integra o Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Tâmega e Sousa (PDCT do Tâmega e Sousa), um envelope financeiro de mais de 78 milhões de euros, destinado a apoiar, através dos fundos europeus, projetos públicos, sociais e empresariais que contribuam para o desenvolvimento, valorização e coesão deste território.

Firmado em 2016 pela Comunidade Intermunicipal (CIM) do Tâmega e Sousa, e em vigor até ao final de 2023, o Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Tâmega e Sousa tem na inclusão social uma das suas prioridades de investimento.

No total, foram apoiados mais de 400 projetos, 50 dos quais do setor social, um investimento que ascende a mais de 8,5 milhões de euros de fundos comunitários.

A divulgação dos projetos do Pacto para o Desenvolvimento e Coesão Territorial do Tâmega e Sousa é cofinanciada pelo POAT 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do FEDER – Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.