Os enfermeiros cumprem esta terça e quarta-feira, dias 22 e 23 de novembro, mais dois dias de greve de forma a reivindicar o pagamento de retroativos de 2018 e a paridade da sua carreira com a dos licenciados da administração pública.

Os dois dias de greve foram convocados pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), depois do balanço “positivo” dos dias 17 e 18 de novembro. A previsão para esta greve é de “serviços mínimos a prestar em situações impreteríveis”.

Esta quarta-feira, dia 23 de novembro, está prevista uma concentração em frente ao Ministério da Saúde, em Lisboa, pelas 14h00.

Desta forma, os enfermeiros pretendem que o Ministério da Saúde emita orientações que resolvam “a atribuição de pontos ao tempo prestado em vínculo precário, independentemente das interrupções entre contratos; a contabilização dos ‘pontos sobrantes’ a todos os especialistas que transitaram a 1 de julho de 2019 para a categoria; a contabilização de pontos aos CIT que, em outubro de 2015, auferiam um salário superior aos 1201 euros; a contabilização de pontos aos enfermeiros que estiveram ou estão com CIT nas PPP”, pode-se ler na página do SEP.

Por fim, exigem também o agendamento de uma reunião de forma a “repor a paridade entre a Carreira de Enfermagem e a Carreira Técnica Superior da Administração Pública”.

O pré-aviso da greve prevê serviços mínimos a “prestar em situações impreteríveis”, como urgências, cuidados intensivos, bloco operatório, com exceção das cirurgias programadas, hemodiálise e tratamentos oncológicos, entre outras.