Março é o Mês Mundial da Consciencialização da Endometriose, uma doença que atinge “uma em cada 10 mulheres em idade reprodutiva”.

A informação é divulgada em comunicado, citando Catarina Marques, ginecologista da Clínica IVI Lisboa, que refere que esta doença “pode ser silenciosa, o que atrasa o diagnóstico, mas também pode causar muita dor”, que “não pode ser desvalorizada”.

A endometriose consiste na presença do tecido que reveste o útero por dentro (endométrio) fora da sua localização habitual. Os focos de endometriose encontram-se mais frequentemente nos ovários, nas trompas, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. Os principais sintomas são a dor menstrual (dismenorreia), dor na relação sexual (dispareunia), dor ao evacuar (disquezia) e dor ao urinar (disúria). No entanto, há outras dores associadas como a abdominal ou torácica e cada doente apresenta sintomas e níveis muito distintos de dor.

“A endometriose tem um impacto muito significativo na vida das mulheres. Ao causar dores intensas, por vezes incapacitantes, diminui a qualidade de vida, interfere com a vida sexual e pode causar infertilidade”, explica, referindo que o diagnóstico de suspeita pode ser estabelecido com base na clínica e visualização ecográfica de quistos e/ou nódulos de endometriose, mas “a confirmação é feita através da visualização direta das lesões, através de laparoscopia”.

Ainda não foi encontrada a cura para esta doença, mas “existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida da mulher, prevenir a eventual progressão da doença, preservar a sua fertilidade e/ou ajudar na concretização do projeto reprodutivo”.

Catarina Marques, ginecologista da Clínica IVI Lisboa