Carlos Pinheiro é natural de Amarante e um apaixonado pela música. O seu nome já não é novidade para muitos, uma vez que passou pelos palcos do concurso televisivo “The Voice Kids” há alguns anos e o seu percurso neste mundo continua ainda a ser construído nos dias de hoje.

Muitas vezes, diz-se que as melhores coisas acontecem quando não se está à espera e foi isso mesmo que o jovem experienciou numa viagem com amigos que realizou. Na, tão conhecida, cidade do amor, Paris, teve a oportunidade de mostrar o que sente pela música, mesmo em frente à Torre Eiffel. “Estava um cantor de rua na mesma zona onde nós estávamos a passear e os meus amigos foram pedir para eu cantar e tornou-se uma experiência incrível, tanto pela oportunidade, mas também pelo local, mas também por sentir que a música liga culturas e pessoas. O artista de rua que lá estava era francês, não percebia muito inglês e acabamos por nos ligar através da música”, conta. A oportunidade de estar na rua e ter que captar a atenção dos que lá passam, que, muitas vezes, andam na correria do dia a dia, acaba por trazer uma motivação especial ao jovem “e perceber que as pessoas param para assistir é gratificante”.

Sentir que é essencial captar uma atenção que pode ser mais difícil é um desafio que vai de encontro a uma tendência de Carlos Pinheiro para tornar os “nãos” em “sins”. “Se fosse só ‘sins’, nem dava gozo e os ‘nãos’ que fui recebendo fazem-me ganhar experiência e mais vontade de dar a volta por cima. É isso que faz uma pessoa e um artista”, afirma.

Foto: DR

Uma paixão que começou desde muito cedo, mas que estava fechada apenas nas quatro paredes do quarto, levou Carlos a concursos e programas de televisão, dando-lhe a oportunidade de se conhecer mais e melhor. A oportunidade de mostrar o talento que ainda poucos conheciam, nem mesmo os pais, “surgiu num festival, quando andava no colégio, onde realizavam o concurso de talento” e onde foi representar a sua turma. “Foi essa a minha primeira experiência de cantar em público”, lembra.

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Depois do concurso de talentos, Carlos Pinheiro, nunca mais parou e envolveu-se em vários programas de televisão para abrir horizontes. O “The Voice Kids” foi o ponto de entrada para uma vida cheia de oportunidades e fez com que o artista amarantino percebesse que havia uma possibilidade de seguir uma carreira profissional no mundo da música. “Fui sem expectativas nenhumas e, então, foi a aventura, a ida à descoberta e, na altura, foi aquele choque de passar fase após fase e acabar por chegar às semifinais. Aí, surgiu o ‘clique’, afinal o talento não era para ficar por casa e, se eu investisse nisto, podia até ter sorte no mundo da música”, revela.

Agora, a terminar o Mestrado em Educação Musical, Carlos Pinheiro dedica-se a 100% aos estudos, mas não se deixa esquecer e usa as suas redes sociais para lançar os seus “covers”, mantendo-se presente para os seus seguidores. As suas escolhas musicais, tanto para os seus originais, como para os “covers”, passam por baladas e música pop. “Acho que as características da minha voz se identificam mais com esse género musical e ligam-se muito bem a coisas mais melodiosas e harmoniosas”, refere.

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O artista amarantino tem como maior inspiração, a nível pessoal e profissional, o tão conhecido artista português, Diogo Piçarra. “Ele é uma pessoa muito humilde e trabalhadora e o percurso dele foi muito à base de alguns ‘nãos’ e de algumas tentativas que acabaram por correr bem, por isso, revejo-me muito nele, em termos de trabalho, persistência e em tudo aquilo que ele representa”.

Texto redigido com o apoio de Ana Ferrás, aluna estagiária da Universidade Fernando Pessoa.

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