Ver os filhos seguir as pisadas dos pais é o sonho de muitos progenitores. Agostinho Baldaia seguiu os passos dos seus pais, na área da produção de urnas e arcas, e, hoje em dia, vê os seus filhos, Diogo e Hugo, a seguirem os seus próprios passos.

Proprietário do Grupo Baldaia e da Funerária São Pedro, Agostinho Baldaia sempre gostou deste ramo. “O meu pai tinha uma empresa e eu sempre gostei. Estive cerca de nove anos noutro ramo, mas depois decidi voltar a apostar nesta área. Comecei por montar uma fábrica com apenas três funcionários, fomos trabalhando e o mercado foi-nos desafiando e nós fomos sempre melhorando e aumentando, até que chegamos a este momento. Hoje somos uma das maiores empresas produtoras de urnas em Portugal”, destacou.

O proprietário é homem de “colocar mãos à obra” e, ainda nos dias de hoje, está no meio dos seus colaboradores a trabalhar no fabrico das urnas. “Gosto muito do que faço. Estou por dentro da produção e é o que gosto de fazer”, disse.

Após a abertura da fábrica, surgiu também a oportunidade de abrir a Agência Funerária Baldaia. “Quando falecia alguém, as pessoas procuravam-me e surgiu a oportunidade de começar a fazer funerais”, explicou.

Os filhos de Agostinho Baldaia, Diogo e Hugo, dão continuidade ao seu trabalho e já se dedicam a 100% à empresa, a nível profissional. “É muito importante para mim ver esta continuidade. Todo o investimento feito nesta fábrica – que abriu portas em agosto de 2021- foi a pensar no futuro. Criar uma empresa com condições para que eles possam continuar com o trabalho desenvolvido até então e é um orgulho para mim tê-los aqui a trabalhar comigo”, frisou.

A segunda geração de empreendedores garante que o seu objetivo é “crescer sempre mais”, mas sem esquecer “as raízes, ponderando os investimentos”. O trabalho na nova fábrica “tem corrido muito bem”, tendo “notado melhorias na produção. Devido ao aumento do espaço conseguimos ter mais qualidade e mais rapidez na entrega dos produtos”.

Diogo e Hugo pretendem “continuar e melhorar tudo aquilo que houver para melhorar”, sempre com a evolução e a modernidade em mente. “As primeiras mesas de condolências digitais que existiram em Portugal foi a nossa funerária que a colocou, tiramos a ideia de uma feira em Itália. Fomos a primeira funerária da região do Tâmega e Sousa a ter um carro fúnebre branco, o que não era nada comum. O nosso objetivo é estarmos atualizados e modernizados”, garantiram.

Para Hugo Baldaia, trabalhar na empresa criada pelo pai foi sempre o principal objetivo. “Sempre tive ideia de um dia trabalhar cá, nunca tive muita motivação para estudar, precisamente porque gostava de começar a trabalhar o mais rápido possível”, disse.

Já para Diogo Baldaia esta foi uma decisão mais tardia. “Inicialmente não me imaginava, mas depois comecei a ir com o meu pai e comecei a ganhar gosto. Neste momento não me consigo imaginar a fazer outra coisa”, frisou.

Pai e filhos têm em comum o empenho e dedicação nas empresas que gerem, o Grupo Baldaia e a Funerária São Pedro, e garantem que “é para continuar, sempre com o trabalho desenvolvido até hoje”.