Esta quarta-feira de manhã, dia 14 de dezembro, dezenas de professores fizeram greve e manifestaram-se à porta da EB 2, 3 de Penafiel Sudeste.

Os docentes manifestaram-se “pela luta dos seus direitos, pela precariedade e desrespeito da Carreira Docente e em defesa de uma Escola Pública de Qualidade”.

Apesar da “grande adesão”, afirmam ao Jornal A VERDADE que “esta manifestação não teve o impacto desejado, uma vez que a escola funcionou numa aparente normalidade”. “Os alunos foram encaminhados para as salas de aula, onde permaneceram durante o seu horário letivo em regime de autogestão”, referem.

“Os docentes sentiram-se indignados com a postura da direção e pela falta de respeito pela sua luta, que só revelou a importância que é dada ao papel do docente na escola”, continuam.

O diretor do Agrupamento de Escolas de Penafiel Sudeste, António Sorte, afirma ao Jornal A VERDADE que o grupo de professores que esteve em greve ficou “do lado de fora da escola por opção própria”.

Os alunos entraram na escola “como diariamente o fazem”. “Não sabíamos à data se os docentes iam fazer, nem tínhamos que saber, porque ninguém é obrigado a informar que vai fazer greve. Nestes termos, os alunos, no horário habitual, deslocaram-se para as salas. Alguns alunos tiveram aulas porque houve docentes a não fazerem greve, opção dos mesmos”, refere.

Por uma “questão de segurança”, os alunos que não tiverem aulas “ficaram nas salas” e “nenhum aluno foi coagido a estar dentro da sala, os que quiserem saíam e voltavam (desde ir à casa banho, bufete,…)”. Os alunos “não podiam ser enviados para casa uma vez que a maioria dos paulatinamente retomaram o serviço letivo distribuído, ao segundo, terceiro, quarto tempos num universo de seis tempos e por iniciativa própria”.

António Sorte garante que “nenhum docente foi substituído por outro docente, ou por outro qualquer trabalhador” e que “o direito à greve foi, é e será sempre respeitado”.