Desporto

Um Portugal mitigado na primeira janela da fase de apuramento

A Verdade

31-03-2021

Entre “falta de paixão” escândalos e polémicas, Portugal já se sente pressionado rumo ao Mundial 2022.

Depois das 3 primeiras jornadas da fase de qualificação do Grupo A, rumo ao Mundial 2022, o mínimo que se pode dizer, é que foram três jogos com uma história cheia de peripécias para Portugal. Por outro lado, aquilo que se pode reter destas partidas é a desconfiança cada vez maior dos portugueses nas capacidades de uma Seleção das Quinas repleta de grandes talentos. Mas o que está a correr mal?

Na primeira jornada, apesar da exibição ter sido bastante débil frente a uma seleção do Azerbaijão bastante inferior num plano teórico, a Seleção nacional conseguiu os três pontos, graças a um autogolo de Medvedev no primeiro período. Apesar de uma vitória ‘à rasca’, o facto desta ter sido a primeira reunião dos atletas em vários meses e de Fernando Santos também ter de fazer uma gestão mais coerente por culpa destes 3 jogos num curto lapso de tempo, serviu de atenuante.

No segundo jogo, o último lance correu mundo e o conteúdo da partida até passou para segundo plano. O golo limpo de Cristiano Ronaldo, não foi validado, quando este teria dado uma vitória preciosa à equipa frente a uma Sérvia mordaz. A bola havia totalmente ultrapassado a linha da baliza sérvia, e desaguou num escândalo desportivo com repercussões internacionais, ao ponto que tanto a FIFA como a UEFA tiveram que justificar a ausência da ‘goal line technology’. O jogo acabou em 2-2, depois de Portugal estar a vencer por 2-0 ao intervalo, com o bis de Jota, provocando a ira e indignação do capitão, que não se privou de uma polémica, atirando a braçadeira ao chão.

Seguia-se o Luxemburgo e começava a imperar uma inconcebível desconfiança nas capacidades da atual campeã europeia em vencer a 98a seleção do ranking FIFA… E de repente, este sentimento ilustrava-se quando Gerson Rodrigues fez o primeiro golo (30’). Apesar da sonoridade lusa, desengane-se quem achar que foi a favor de Portugal. Incapacidade na pressão e em confiscar a bola a um Luxemburgo com confiança desdobrada. Na segunda parte tudo mudou, quando Fernando Santos pediu aos jogadores para “mudar a atitude”, e com a entrada de Neto, que fez dois passes para os festejos de um Ronaldo desinspirado (50’) e de Palhinha (80’), depois do inevitável Jota abrir a conta portuguesa (45+2’).

A poucos meses do Euro 2020, a Seleção não convence e até já se sente pressionada nas eliminatórias do Mundial, dividindo o primeiro lugar com os sérvios (7 pontos). Já não parece tão descabida a avaliação das casas de apostas que apenas olham para Portugal como um outsider, apesar do estatuto com que entra no Campeonato da Europa. Segundo é possível apurar na página de prognósticos do Euro 2020 da Sportytrader, referência nas previsões desportivas, em média Portugal é somente a oitava seleção mais consensual para as casas de apostas, atrás de nações como Bélgica, Holanda ou ainda Italia, que pareciam equipas ao alcance dos Lusos.