Nuno Silva é natural de Gaia, mas foi em Freamunde que encontrou o amor da sua vida e uma tradição que não larga há 20 anos. Já fez parte da comissão de festas das Sebastianas e, desde então, vai todos os anos com um grupo de dezenas de amigos jantar e conviver.

Foi a convite da namorada, na altura, natural de Freamunde, que Nuno Silva passou a conhecer estas festas, em 2002. Gostou tanto que não perdeu mais pitada desta tradição e, dez anos depois, já era membro da comissão de festas.

O que mais ressalta da altura em que estava na organização é o estarem “todos juntos, o espírito de camaradagem e de família”, já que ficam um ano a trabalhar para o mesmo e para que estes dias sejam memoráveis e, por isso, acaba por se criar “um laço muito forte” entre todos. Além disso, a “diversão, o convívio e os passeios em família” pelo recinto também são algo que aprecia.

O mesmo sentimento em relação às Sebastianas têm muitos dos que vivem em Freamunde. “Toda a gente aqui vai, às vezes, juntos, outras vezes separados. O pessoal mete férias e tudo que é para poder gozar as férias à vontade e sai toda a gente à rua praticamente. O povo de Freamunde é muito bairrista, muito ligado às tradições e a Freamunde. Então, as Sebastianas para eles são o auge do ano, é a maior festa e o facto de as tornar especiais é porque a maior parte já o fizeram sabem o que custa. Tirando facto de que isto não é um festival, não se paga nada”, descreve.

Depois da pandemia, que suspendeu os convívios e festas, esta é a primeira vez que se vai realizar nos mesmos moldes de antes e a expectativa é muita para este evento que já começou esta semana. “Já ando a sonhar há para aí um mês. Depois de três anos sem festas, as expectativas são sempre elevadíssimas. Tudo o que é Sebastianas é do melhor. Sinceramente, não me lembro de ver uma quinta-feira como agora. O pessoal estava ansioso e veio todo. Estava um ambiente espetacular, muita gente mesmo”, refere.

Do grupo fazem parte cerca de 30 pessoas, de várias gerações da casa dos 20 aos 60 anos. Esta sexta-feira, dia 8 de julho, voltaram a reunir-se para o tradicional jantar e noite de bombos com os membros de todas as comissões de festas. “É um convívio com o pessoal todo. Fazemos a festa. Como se costuma dizer, largamos as canas e apanhamos as canas, é tudo nosso”, brinca.