No passado dia 15 de janeiro, os Corpos Gerentes da Irmandade e Santa Casa da Misericórdia de Marco de Canaveses (SCMMC), que foram eleitos a 11 de dezembro do ano transato, tomaram posse. A cerimónia de tomada de posse aconteceu na Capela da SCMMC, sendo restrito aos membros eleitos e a membros institucionais da Diocese, em representação do Bispo do Porto, ao padre capelão da SCMMC e ao representante da União das Misericórdias Portuguesas. Por impedimento de saúde não esteve presente a representante máxima da autarquia, Cristina Vieira.

A equipa que se apresenta na liderança dos Órgãos Sociais da SCMMC, para o quadriénio 2022-2025, tem como provedora Maria Amélia Ferreira, e como lema “Liderança e inovação na saúde e ação social”, com um Plano de Ação que congrega um conjunto de objetivos estratégicos. “Muito haveria a dizer após estes anos de pandemia. Muito haveria a assinalar no cumprimento da Missão da SCMMC. A Irmandade está muito agradecida a todos por partilharem a enorme responsabilidade de liderança desta instituição”, foi referido em comunicado.

O Plano de Ação apresentado para o quadriénio 2022-2025, “impõe-se para o crescimento e progresso da instituição, em fase de recuperação pós-pandemia, em especial na integração das áreas da saúde e ação social, no respeito da missão, da visão e dos valores da SCMMC. É um programa que assenta num desígnio de confiança no futuro e na concretização de um modelo de sustentabilidade da SCMMC”.

De acordo com a nova direção, no quadriénio 2022-2025, os principais desafios estratégicos – numa visão macro – localizar-se-ão em três âmbitos, sendo que o primeiro é o da sustentabilidade da marca, “através da definição de funções e valências hospitalares e domiciliárias, estabelecimento de parcerias, definição de uma política integrada de comunicação e marketing, excelência do atendimento e desempenho clínico e de uma política integrada de assistência clínica, social e residencial”.

O segundo âmbito foca-se na promoção do desenvolvimento “através do reforço de um modelo de gestão autonomizado e responsabilizador, de modelos de avaliação do desempenho e reconhecimento dos colaboradores, da produção de conhecimento e da implementação de sistemas integrados de gestão”.

Por fim, o terceiro âmbito é o da prossecução da eficiência, “centrando na governação clínica a definição das políticas de consumos, a criação de comissões técnicas e protocolos, a redistribuição dos espaços, a atualização do quadro de pessoal, através da criação de um modelo de distribuição de financiamentos entre as misericórdias com a área da saúde na região Norte”.

“O nosso papel, enquanto Misericórdia, no Estado Social e na reforma desse Estado, deve ser ativo e cooperante. É por isso que nos apresentamos a manter a liderança para que se cumpra o que a humanidade precisa das instituições”, foi ainda referido.