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Jovem de Paços de Ferreira pede à população que "apoie mais a arte e os artistas locais"

José Rocha

08-06-2021

A 'jogar em casa', a pacense Diana Mitreiro volta a expor no festival "Arte e Música na Rua", que já integrou na edição anterior.

O mês de junho é sinónimo de “Arte e Música na Rua”, festival promovido pela Junta de Freguesia de Paços de Ferreira em colaboração com a produtora THE LAST SUPPER. Para esta terceira edição da iniciativa, que decorre de 3 a 30 de junho, estão programadas 15 exposição espalhadas pelo comércio local e cerca de duas dezenas de espetáculos e intervenções, que decorrerão por toda a cidade. Saiba mais pormenores aqui.

Ao longo do mês, o Jornal A VERDADE dar-lhe-á a conhecer alguns dos artistas da região que vão mostrar a sua “Arte e Música na Rua” às gentes pacenses. "Conseguir viver apenas do trabalho de fotografia" e ter o próprio estúdio de fotografia é o sonho de Diana de Sousa Mitreiro, cujo trabalho pode ficar a conhecer na edição deste ano do festival, depois de já ter participado na edição anterior.

Durante a entrevista, a jovem de 22 anos, natural de Paços de Ferreira, desabafou que gostava de ver a população "apoiar mais a arte e os artistas locais", entre muitas outras revelações. Não perca de seguida a entrevista completa.

- Como surgiu a ligação à fotografia?

A minha ligação com a fotografia existe desde que me lembro. Desde pequena que adoro fotografar aquilo que me rodeia. Acho que sempre me fascinei pelo facto de, com um simples objeto, podermos eternizar momentos.

- O que mais a cativa em relação à fotografia?

O facto de olhar à minha voltar, apreciar o meio que me envolve e captar o momento para um dia mais tarde recordar. Numa fase inicial, gostava mais de fotografar paisagens e, com o tempo, passei a adorar fotografia de retrato também. Captar as expressões das pessoas, os seus sentimentos e, se conseguir juntas os dois estilos de fotografia, ainda é melhor.

- Quais os principais desafios?

Investir! O material fotográfico é bastante caro, junto com acessórios para sessões e, às vezes, investir e não ter retorno leva-nos ao segundo desafio, que é conseguir manter a motivação para continuar a lutar pelo meu sonho, mesmo quando as coisas não correm como esperado.

- Qual o momento alto da carreira até agora?

Na exposição do ano passado, em que o dono do espaço em que eu expus as minhas fotografias quis comprá-las e ainda me pediu mais algumas. Acho que é sempre gratificante as pessoas gostarem do nosso trabalho ao ponto de o comprar. E, a partir de aí ate hoje, ter tido mais trabalhos a nível fotográfico.

- Qual o maior sonho profissional?

Conseguir viver apenas do trabalho de fotografia e ter o meu estúdio.

- Expectativas para a participação no "Arte e Música na Rua 2021"?

Que a nossa população comece a apoiar mais a arte local e artistas locais! Que comece a procurar cá primeiro e só depois noutros locais, e que visitem e apreciem as exposições. E espero ter um bom feedback, assim como já o tive o ano passado, que ajuda sempre a não perdermos motivação!