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Artista de Paços de Ferreira inspira-se no pai e nas "mulheres mais importantes" da sua vida

José Rocha

05-06-2021

Jéssica Melo é natural de Sanfins e é a autora das ilustrações que dão vida ao conto de fantasia que está na génese do festival "Arte e Música na Rua".

O mês de junho é sinónimo de “Arte e Música na Rua”, festival promovido pela Junta de Freguesia de Paços de Ferreira em colaboração com a produtora THE LAST SUPPER. Para esta terceira edição da iniciativa, que decorre de 3 a 30 de junho, estão programadas 15 exposição espalhadas pelo comércio local e cerca de duas dezenas de espetáculos e intervenções, que decorrerão por toda a cidade. Saiba mais pormenores aqui.

Ao longo do mês, o Jornal A VERDADE dar-lhe-á a conhecer alguns dos artistas da região que vão mostrar a sua “Arte e Música na Rua” às gentes pacenses. Este sábado, é a vez de lhe mostrar a conversa com Jéssica Melo, artista de 25 natural de Sanfins (Paços de Ferreira). Depois de ter exposto na primeira edição do festival, a jovem criou as ilustrações que dão vida ao conto de fantasia que está na génese do evento deste ano. Em “WOODLAND”, Jéssica Melo dá cor à história de um reino especializado na arte do trabalho em madeira.

Leia de seguida a entrevista na íntegra e conheça aqui o trabalho da ilustradora e designer de moda.

- Como surgiu a ligação ao desenho?

Desde muito cedo que sinto uma ligação com o desenho, sempre me incentivaram a exprimir-me de forma criativa. O meu pai também desenhava super bem, o que ajudou muito. Recordo-me de no infantário passar imenso tempo no cavalete a pintar a guache. Já a moda é quase genética! As mulheres mais importantes da minha vida são ou foram costureiras, cresci sempre rodeada de tecidos e cones de linha.

- O que mais a cativa nesse âmbito?

Cativa-me a possibilidade de exprimir tudo o quero sem dizer uma única palavra. De criar personagens, mundos paralelos... basicamente, de dar vida aos meus sonhos.

- Quais os principais desafios aquando do processo de criação?

Conseguir manter a motivação. Principalmente nos tempos que correm, sendo que o meu projeto tem esta vertente tão fantasiosa, tão positiva, há alturas em que a motivação e a criatividade desaparecem. Outro grande desafio é sempre no que toca em investimentos. É sempre um risco muito grande, nunca se sabe se os produtos vão ter sucesso ou não.

- Qual diria ser o momento alto da carreira até agora?

Talvez agora, que voltei a desenhar e criar.

- E qual o maior sonho profissional?

Sem dúvida que é aliar o melhor de dois mundos, a ilustração e moda, de forma sustentável. Espero que num futuro muito próximo tal seja possível!

- Quais as expectativas para a participação no "Arte e Música na Rua 2021"?

O melhor já aconteceu, que foi mesmo ter voltado a desenhar e a criar! Mas espero que a população pacense (principalmente) apoie o evento, que visite os locais das exposições, que nos dê uma oportunidade, a nós e à cultura nacional. Agora mais a nível pessoal, espero continuar a receber todo o feedback positivo que tenho recebido, tem-me motivado imenso!