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Jovem fotógrafo de Paços de Ferreira quer "gerar sensações e diálogo"

José Rocha

03-06-2021

Marcos Ferreira participa este mês no festival “Arte e Música na Rua”. Venha conhecer a sua paixão em torno da fotografia.

O mês de junho é sinónimo de “Arte e Música na Rua”, festival promovido pela Junta de Freguesia de Paços de Ferreira em colaboração com a produtora THE LAST SUPPER. Para esta terceira edição da iniciativa, que decorre de 3 a 30 de junho, estão programadas 15 exposição espalhadas pelo comércio local e cerca de duas dezenas de espetáculos e intervenções, que decorrerão por toda a cidade. Saiba mais pormenores aqui.

Ao longo do mês, o Jornal A VERDADE dar-lhe-á a conhecer alguns dos artistas da região que vão mostrar a sua “Arte e Música na Rua” às gentes pacenses. É o caso de Marcos Ferreira, jovem de 24 anos natural de Frazão, concelho de Paços de Ferreira. É conhecido no mundo da fotografia como Life Negatives, embora divida o seu tempo com o DJ Scratching (leia aqui a entrevista) e a vida de técnico de instalações elétricas. Venha conhecer o artista ao pormenor!

- Como surgiu a ligação à fotografia?

A ligação à fotografia analógica surge pela influência do amigo João Pinheiro. O convívio com o amigo fotógrafo de profissão despertou a minha curiosidade, começando a estar mais atento às técnicas envolvidas no processo, ficando cada vez mais apaixonado pela arte de fotografar.

Depois de várias conversas e experiências com material de amigos, decidi comprar a minha primeira máquina (Minolta x300) e começar a minha aventura no mundo da captação de imagens.

- O que mais o cativa acerca da arte de fotografar?

A captação de momentos é, de facto, o que mais me cativa. Saber que é irrepetível e único faz-me ser um eterno observador, um agente do tempo à procura de eternizar a envolvência de cada instante.

- Quais os principais desafios?

A nível técnico o mais desafiante na fotografia é a calibração da sensibilidade da luz e tudo o que isso acarreta. Por outro lado, conseguir conciliar todas as vertentes da minha vida é, por si só, desafiante, uma vez que necessito de tempo e de estar presente no momento para captar a fotografia que quero.

- Qual o momento alto da carreira até agora?

Na sequência das outras áreas profissionais em que estou envolvido, foi-me dada a oportunidade de viajar para a Suécia em tempo de pandemia. O facto de estar num país desconhecido num período de tempo tão específico para a história da humanidade acabou por ser uma altura ideal para fotografar, uma vez que estar num sítio novo criou uma fonte inesgotável de sensações, permitindo-me, através de imagens, relatar tudo aquilo que senti durante a viagem.

- Qual o maior sonho profissional?

Não crio grandes expectativas, uma vez que tenho encarado a fotografia como hobbie e todo o ganho que vier será bem-vindo. Contudo, sendo-me dada a oportunidade de sonhar, gostaria de viajar até ao Japão com 50 rolos Cinestill 800T.

- Quais as expectativas para a participação no "Arte e Música na Rua 2021"?

As expectativas são sempre positivas. Quero, sobretudo, gerar sensações e diálogo. Que as pessoas analisem, pensem por si, aprendam a desenvolver as suas perspetivas e opiniões sem influência de terceiros. Espero que o conceito do evento cresça com os seus participantes e que sirva de inspiração para novas produções.