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Psicóloga de Lousada dá cartas no mundo da música

José Rocha

31-05-2021

Paula Teles é vocalista da banda Lilith's Revenge e assume que a música é a ferramenta que utiliza para comunicar. Leia a entrevista.

É natural de Lousada, tem 34 anos e, embora seja psicóloga de profissão, não se faz rogada quando se vê em cima de um palco, de microfone na mão e com uma plateia à sua frente enquanto vocalista da banda Lilith's Revenge. Falamos de Paula Teles, cantora que compõe os próprios temas e que tem vindo a consolidar a sua reputação no mundo do espetáculo.

A lousadense concedeu uma entrevista ao Jornal A VERDADE, na qual aborda o respetivo percurso, a paixão que a move em torno da música e muito mais!

Como diria que surgiu a sua paixão pela música?

Não sei precisar. A minha família conta que eu aproveitava todos os momentos para cantar e tudo servia para eu usar como palco. De uma maneira mais formal, surgiu quando eu tinha 6 anos e comecei a estudar piano. A aprendizagem musical acompanhou sempre a minha evolução pessoal; ainda hoje continuo a ter aulas de canto, gosto de aprender novas técnicas e de tentar perceber quais os limites da minha voz.

É uma paixão que não sei explicar como apareceu mas que sei que nunca vai desaparecer.

O que mais a cativa quando está em palco?

A música é a ferramenta que utilizo para comunicar. Quando estou em palco sinto que o consigo fazer e que as pessoas me conseguem compreender; ver a reação das pessoas enquanto lhes apresentamos a nossa música, é a melhor sensação que um ser humano pode ter.

Quais as suas principais referências no mundo da música?

Eu não estou ligada a um só estilo musical, ouço música que me diz alguma coisa do ponto de vista emocional e tento não o fazer de uma forma mais analítica. Isso faz com que as minhas referências sejam muito diferentes: vão desde Led Zeppelin, Europe, Fleetwood Mac, Tarja Turunen, Guns N Roses.

Quais os principais desafios no processo de composição de músicas?

Tentar fugir ao que é mais natural em mim. Eu gosto de compôr tendo como base tonalidades menores e tendo sempre a escolher uma progressão de acordes mais sombria; nem sempre é isso que quero transmitir e não me é fácil seguir outros caminhos melódicos e harmónicos. Para além disso, há sempre o receio de não ter a certeza se aquilo que estou a fazer vai agradar a quem está a ouvir. Não devia ser uma dificuldade, mas não consigo fugir a isso e penso que qualquer músico tem receio que não gostem do seu trabalho.

Foto: João Fitas

O que procura transmitir nas suas atuações?

Quando estou em palco consigo libertar-me de todas as máscaras sociais, sou eu, de forma pura e natural. É isso permite-me um ligação bastante forte com o público, independentemente do que estou a tentar transmitir, existe uma conexão e é sempre isso que eu procuro em todas as atuações.

Qual foi o auge da sua carreira até ao momento?

Por toda a envolvência artística e emocional: quando fiz parte do elenco da ópera “A Flauta Mágica”. Para além de ser uma das minhas obras preferidas de Mozart, trabalhei com pessoas de quem gosto muito e senti que consegui fazer o meu trabalho da melhor maneira possível.

Qual o maior sonho profissional?

Fazer com que a mensagem de Lilith's Revenge chegue o mais longe possível e conseguir, com isso, atuar num grande palco!