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Marotos das Concertinas juntaram-se em Penafiel para “ver o povo alegre”

José Rocha

07-05-2021

“O que mais gosto é de ver e ouvir as pessoas alegres, a dançar, bater palmas e cantar connosco”, revela a pequena Maria Eduarda.

Maria Eduarda, Samuel e Jacinta. São estes os Marotos da Concertina, conjunto musical que, como o leitor certamente depreenderá, anima as audiências com recurso às concertinas que o trio de Penafiel toca, complementadas pelas vozes de Maria Eduarda e Samuel graças ao ‘dedo’ do professor Olindo Soares, de Soalhães, Marco de Canaveses.

Antes de prosseguirmos com a história de hoje, apresentemos as suas personagens: Maria Eduarda tem 12 anos e Samuel 13. São ambos naturais da freguesia de Abragão. Também penafidelense, Jacinta tem 17 anos e é de Vila Cova.

Há cerca de três anos, depois de tocarem juntos em diferentes contextos (como num grupo de bombos), decidiram arriscar e formar os Marotos da Concertina. O nome surgiu pelo facto de, naturalmente, tocarem concertina acompanhadas de quadras ‘marotas’.

Começaram então a atuar juntos ‘mais a sério’ e a conquistar o público, à medida que iam consolidando uma reputação crescente no meio penafidelense. Neste processo, um dos eventos que impulsionou o conjunto foi a festa das “Flores e Sabores”, bem como uma desgarrada improvisada numa cerimónia de angariação de fundos, ambos em Penafiel.

Desde então, os Marotos da Concertina perderam a conta aos eventos que vinham a fazer até ao surgimento da COVID-19. Recentemente, puderam voltar aos palcos ao participar no programa de caça-talentos “All Together Now”, da TVI.

Para saber como correu a experiência e conhecer mais o conjunto, estivemos à conversa com Maria Eduarda. Apesar da tenra idade, acalenta o sonho profissional de ser atriz ou apresentadora de televisão - isto como alternativa à vertente de intérprete. Por isso mesmo, não sentiu o ‘peso’ da câmaras. “Só fiquei um pouco nervosa depois, para ver o que o júri ia dizer. Infelizmente, não passámos à fase seguinte, a fasquia estava muito alta”, recorda.

Essa participação veio atenuar o 'bichinho' dos Marotos da Concertina pelos palcos, o qual tem-se mostrado mais latente devido à interrupção motivada pela pandemia. “Ainda não voltamos a fazer espetáculos. Tenho muitas saudades”, confessa.

Maria Eduarda revela que a banda vai lançar o disco de estreia em julho, mas recusa-se a adiantar mais pormenores. “É surpresa!”, apressa-se a exclamar.

Com esse segredo fechado a sete-chaves, perguntamos que aspeto gosta mais acerca de atuar em palco e, aí, a resposta está na ponta da língua: “O que mais gosto é de ver e ouvir as pessoas alegres, a dançar, bater palmas e cantar connosco. Gostamos todos de ver o povo feliz à nossa frente”, concluiu.

Acompanhe os Marotos da Concertina aqui.