Artigo em parceria com a DECO.

Muitas famílias enfrentaram uma deterioração da sua situação financeira, em comparação com o período antes da pandemia. Poderemos esperar tempos difíceis em 2022, agora que se perspetiva o aumento acentuado dos preços dos bens?

De facto, as perspetivas não são muito animadoras, mas devemos agir com inteligência e retirar alguns ensinamentos da situação de pandemia.

Os sinais recentes da economia indicam que existe grande pressão inflacionista, com impacto sobre o orçamento das famílias, perante o aumento do preço de bens essenciais, como é o caso da energia e dos transportes, entre outros, assim como a subida de juros que poderá acontecer no curto prazo, o que faz antecipar um futuro de grande incerteza para as famílias.

Neste quadro e face ao agravamento das questões sanitárias provocadas pela nova vaga pandémica, as famílias podem correr o risco de entrar em incumprimento de créditos, pelo que se aconselha alguma ponderação no que concerne ao consumo e enorme cautela e avaliação prévia na contratação de novos créditos, que devem ser adequados à capacidade financeira e carteira de cada um.

De acordo com Inquérito à Situação Financeira das Famílias de 2020, realizado entre outubro de 2020 e fevereiro de 2021 pelo INE, 28% das famílias em Portugal considerou que a sua situação financeira piorou com a pandemia, com maior impacto nas que dependiam do rendimento do trabalho no período anterior.

Os trabalhadores com nível de escolaridade inferior ao ensino superior, por conta própria ou do setor do alojamento e restauração foram os que mais sofreram do impacto negativo desta crise.

E a pandemia afetou principalmente a situação financeira dos agregados com elementos em idade ativa e, em especial, as famílias mais jovens.

Nas famílias com crianças, o impacto da pandemia foi também mais negativo.

Para colmatar a situação de quebra de rendimento as famílias referiram ter reduzido a despesa com alimentação, vestuário ou viagens, recorreram a poupanças acumuladas ou venderam bens de valor, para além do recurso a moratórias e do adiamento da compra de casa, carro ou de outro bem duradouro ou recorreram à ajuda de familiares ou amigos.

Com alguma prudência, ajustamento do estilo de vida e um consumo sustentável e adequado será possível às famílias entrarem no ano com um orçamento equilibrado e sem sobressaltos.

E se precisarem de aconselhamento ou de ajuda para reestruturar os créditos, saibam que a DECO poderá ajudar.

Se precisar de informação complementar contacte a DECO (223 391 961 / [email protected]) ou aceda à nossa plataforma on-line em www.gasdeco.net .