A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção, procedeu, esta terça-feira, dia 6 de dezembro, e no âmbito de inquérito titulado pelo DIAP Regional de Lisboa, à realização de uma operação policial sobre práticas criminosas no exercício de funções públicas. Foram constituídas arguidas 19 pessoas.

Esta operação, denominada “Tempestade Perfeita”, visa a execução de 59 mandados de busca, dos quais 29 buscas domiciliárias e 30 buscas não domiciliárias, com objetivo de recolha de “elementos probatórios complementares e relacionados com suspeitas de práticas criminosas no exercício de funções públicas, sob investigação”.

Em comunicado, a PJ refere que a ação desenvolveu-se em Lisboa, Porto, Alter do Chão, Almada e Comporta, durante a qual se procedeu ao cumprimento de cinco mandados de detenção fora de flagrante delito e à constituição de 19 arguidos.

Está em causa uma investigação criminal cujo objeto “visa apurar da eventual prática, entre o mais, de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, participação económica em negócio, abuso de poder e branqueamento, ilícitos relacionados com adjudicações efetuadas, por parte de Organismo da Administração Central, a diversas empresas, as quais lesaram o Estado português em muitos milhares de euros”.

As buscas agora realizadas visaram “a recolha de elementos probatórios de diversa natureza, tendentes ao esclarecimento dos factos objeto de inquérito, tendo-se logrado a recolha de prova pessoal e a apreensão de prova de natureza documental, digital, entre o mais, inerente aos procedimentos de contratação pública em causa”.

A operação em causa contou com a colaboração de diversas Unidades Nacionais, Diretorias, Departamentos de Investigação Criminal e Unidade de Informação Financeira, para além do apoio da Unidade de Perícia Tecnológica Informática e da Unidade de Perícia Financeira e Contabilística, da Polícia Judiciária, tendo participado cerca de 200 investigadores e peritos, para além de um Magistrado Judicial e dois Procuradores da República.

A investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, após a realização subsequente da análise e dos competentes exames/perícias à prova agora recolhida, “prosseguirá visando o cabal apuramento da verdade e a sua célere conclusão”.

Os arguidos ora detidos vão ser presentes ao competente Tribunal de Instrução Criminal, para realização do primeiro interrogatório judicial de arguidos detidos, visando a aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.