A Comissão Europeia ameaçou esta quinta-feira, dia 19 de janeiro, proibir a utilização do Tik Tok na União Europeia, se os responsáveis pela rede social não evitarem que os menores tenham acesso a vídeos “potencialmente mortais”.

A ameaça decorreu durante uma reunião por videoconferência e foi dirigida pelo comissário europeu para o Mercado Interno, Thierry Breton, ao conselheiro delegado do TikTok, Shou Zi Chew.

A informação adiantada pela agência EFE, refere que, de acordo com o gabinete do comissário, Thierry Breton disse ao responsável do TikTok que será necessário existir mais cuidados para com o público jovem que utiliza a rede social, afirmando que “não é aceitável que por detrás de um ambiente aparentemente divertido e inofensivo” os utilizadores possam aceder facilmente a conteúdo perigoso.

Acrescentando que Shou Zi Chew deve respeitar a normativa europeia de proteção de dados, o mais tardar, até 1 de setembro. A medida obriga as plataformas a eliminar o conteúdo ilegal e a melhorar a transparência relativamente ao funcionamento dos algoritmos que determinam o que os utilizadores podem ver na internet.

No caso da medida não ser cumprida, Bruxelas poderá aplicar multas com um valor que equivale a 6% da faturação global dessas plataformas e, inclusive, proibir a sua permanência no mercado único.

“Não hesitaremos em aplicar estas sanções se as nossas auditorias não demonstrarem um cumprimento total”, afirmou Thierry Breton, apelando ao conselheiro delegado do TikTok que seja aplicada a diretiva muito antes do dia 1 de setembro.

Também os Estados Unidos têm demonstrado preocupação relativamente ao TikTok, tendo o Congresso norte-americano proibido os legisladores e os seus funcionários de instalarem a aplicação nos seus telefones oficiais.