goncalo carvalhais lousada
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Um “bom aluno” desde a escola primária, Gonçalo Carvalhais está agora a viver uma “experiência diferente” na licenciatura em Engenharia Industrial, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. “Sempre estive muito indeciso, sobretudo no secundário, uma altura em que começamos a pensar mais nas escolhas que temos de fazer no futuro”, começa por dizer o jovem de 18 anos, natural de Lousada.

No último ano letivo foi um dos melhores alunos do 12.º ano da Escola Secundária de Lousada, terminou o ensino secundário com uma média de 19,3 valores no curso de Ciências e Tecnologias. Na escolha do curso universitário sabia que “não queria área com biologia”, a saúde “não era uma área de interesse”, o foco estava “nas engenharias, mas há muitas para escolher. Estive indeciso entre mecânica e gestão industrial e escolhi a segunda, porque achei que a gestão podia ser interessante”, explica Gonçalo Carvalhais.

Agora, as expetativas “são muitas” e existe algum “nervosismo” para o que se avizinha. “Ainda só tive aulas de receção, é mais para conhecer as instalações da faculdade e dá para perceber que é muito diferente do secundário. Mas acho que me vou conseguir adaptar bem”

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“O equilíbrio é o mais importante”

Até à entrada na universidade, Gonçalo Carvalhais dividia o dia entre aulas, desporto e música. Estudou violino, no Conservatório do Vale do Sousa, e é atleta de hóquei em campo desde o quinto ano. “É importante ter coisas para além da escola. Aliás, o equilíbrio é o mais importante e o desporto, principalmente, vem ajudar muito, sobretudo na gestão do stress. Por isso, temos de conseguir guardar um tempo para ir aos treinos, para sair do ‘mundo’ da escola”. Enquanto atleta reconhece que a prática desportiva é “fundamental para a saúde física e mental”. Do desporto e da música ganhou mais “foco e disciplina”, ferramentas que o vão “ajudar no futuro, porque há coisas que são transversais a tudo”.

O jovem de Lousada esteve entre os muitos alunos que viveram um ensino ‘diferente’ com a chegada da pandemia da COVID-19, mas “ainda é cedo” para perceber se esses tempos influenciaram a preparação para o mundo universitário. “A pandemia foi complicada, mas se calhar até nos exigiu mais esforço em alguns aspetos do que numa altura normal”, reconhece.

As rotinas de estudo “mudaram”, mas foi algo que foi fazendo com o “avançar das exigências ao longo dos anos. Sempre estudei sozinho e nunca fui muito metódico, ou seja, não tinha horas específicas para estudar, mas as coisas foram evoluindo e fui me adaptando às novas dificuldades”. Para Gonçalo Carvalhais, ser bom aluno, “mais do que ter boas notas”, é estar “envolvido nas atividades que acontecem na escola, ter uma boa relação com os colegas e com os professores. É, também, aproveitar tudo o resto que a escola nos oferece”.

Inspirado pela mãe, “uma pessoa muito presente e próxima”, Gonçalo Carvalhais ainda tem os sonhos “por definir. Tenho ideias, mas tenho muitas saídas e ao longo do curso vou percebendo o que gosto mais. Até porque nunca tive, desde pequeno, um sonho profissional muito definido. O foco é adaptar-me e aproveitar todas as experiências”.