Habituada às grandes cidades, Alexandra Rodrigues abraçou a vida rural e decidiu mudar-se para Soutelo,o seu “paraíso da Serra do Montemuro”, em Cinfães, “um interior que tem tudo para oferecer”.

Natural de Vila Nova de Gaia, Alexandra ainda não conheceu os quatros cantos do mundo, mas está perto, tendo já vivido em Zurique, Madrid, São Paulo, Kyoto, entre outras cidades. Licenciada em Direito e gestora de clientes, a nível mundial, de uma cadeia hoteleira, nunca esqueceu as suas origens em Cinfães. Com a chegada da COVID-19, deixou de viajar em trabalho, recorrendo ao seu computador para realizar o seu trabalho, em Madrid. 

Em Agosto de 2021, Alexandra Rodrigues decidiu que era hora de voltar para as suas origens e mudou-se para Soutelo. Admite que nem ela nem o seu filho trocam o que têm agora, “apesar de, inicialmente, o acordo era ficar a morar um ano”. Está feliz em Cinfães e é onde encontra “o seu ser”.

“Durante o tempo de confinamento, eu e o meu filho decidimos vir para cá e desfrutar ao máximo da experiência com a natureza. Temos todo o ambiente que procurávamos e a COVID-19 fez com que voltasse às minhas origens”, confessa a gestora. O filho, que lhe pediu para ter uma experiência na aldeia, ficou “completamente apaixonado” e a frequentar a escola no ensino público está “mais feliz” do que em muitas em que já esteve.

A gaiense defende que existem “imensas vantagens”, tanto a nível emocional como físico. “Estou a 1h30 das grandes cidades e encontro aqui um ambiente genuíno, paz, sossego, tranquilidade, eu estava farta das ‘selvas’  que eram as grandes cidades.”

Assumindo-se como uma “mente sã em corpo são”, Alexandra Rodrigues acredita que o importante na vida é estar em contacto com pessoas “genuínas”, ter alimentos à porta, contar com um “ambiente de paz”, poder caminhar e estar em contacto com plena natureza, haver um espírito de “solidariedade e colaboração” que não encontra nas grandes cidades. “Dizer que ganhei qualidade de vida sintetiza a minha experiência, multiplico por mil, ou mais, a qualidade que tenho aqui e que não tinha na cidade”

A gestora encontra no interior tradições que “não existem” nas grandes cidades, como, por exemplo, “o senhor que vende um bocado de tudo, o padeiro que vem aqui todos os dias, experiências que nunca vivi antes”. No entanto, a gestora não perde o contacto com os centros urbanos, o que, “de vez em quando também é necessário”

Enquanto não está a viajar pelo mundo, Alexandra Rodrigues gere a atividade profissional através de um computador, por videochamada ou conferências. Quando procura ofertas culturais, está a “menos de 1 hora de Vila Real, de Viseu e a 1h30 do porto”.

Tanto Alexandra Rodrigues como o seu filho, foram muito “bem recebidos” numa freguesia com  uma “paisagem deslumbrante e os ingredientes todos para criar um filho e ser feliz”.

Texto elaborado por Sofia Gomes, aluna estagiária da Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro