A antiga Escola Primária de Moimenta, no concelho de Cinfães, foi transformada num centro comunitário, que chega para dinamizar a freguesia e combater o isolamento social.

A inauguração do Centro Comunitário de Moimenta decorreu na manhã deste domingo, 13 de novembro, e o presidente da junta de freguesia, Luís Moreira da Silva, num discurso emocionado e num dia “muito feliz” afirmou que “é muito bom para a freguesia ver um espaço devoluto ganhar uma nova vida”.

A escola encontrava-se desativada há alguns anos e a reconversão num novo espaço vai “dinamizar completamente e será o nosso orgulho. Com certeza que todos vão aderir e a prova disso é que já estão muitas pessoas e vêm muitas mais”, frisou.

Luís Moreira da Silva deixou garantias de que a junta “continuará a aproveitar o espaço oferecido pela câmara e a oportunidade de executar os projetos que estão em vista”.

As palavras de felicidade foram estendidas pelo presidente da Câmara Municipal de Cinfães, Armando Mourisco, que relembrou o objetivo do investimento: “dar vida a uma freguesia envelhecida e que precisa de ter dinâmica, entretenimento e fazer o combate ao isolamento e à solidão”.

O novo centro será composto por várias valências e direcionado para diferentes faixas etárias. Uma área envolvente ligada à atividade física e ao envelhecimento ativo, assim como uma zona de lazer e de convívio para as famílias. Os mais jovens serão servidos com um ATL e um centro de estudo, com uma biblioteca.

Armando Mourisco garante que com este investimento se pretende criar “uma interligação da população” e “momentos de convívio”, afirmando-se uma “oportunidade para serem mais felizes, estarem mais ocupados e aproveitarem melhor a vida”.

Quanto aos utentes que vão, futuramente, usufruir deste novo espaço, o autarca não tem dúvidas de que “estão a valorizar o investimento, porque já viram a oportunidade que têm aqui de desenvolver atividades que as tornam mais ativas e mais felizes”.

Frequentar o centro para “estar entretida” será o objetivo de Emília Cardoso, uma das novas utentes. “Faz-nos bem para falarmos com as pessoas e conviver. É um entretenimento, senão vou estar em casa sem fazer nada”.

Emília Cardoso

Já o senhor José Barbosa numa visita ao espaço garante que é “uma maravilha. Dá para fazer vários eventos. Faz falta as pessoas juntarem-se. Não há um sítio onde as pessoas se juntem, jogam às cartas, conversam e aqui era um sítio ideal”.

José Barbosa

Combater o isolamento social foi um dos propósitos desta obra e, nesta vertente, o município de Cinfães “tem feito um trabalho de grande proximidade. Desde logo o projeto em parceria com a GNR em que temos várias famílias a serem acompanhadas com teleassistência para garantir mais segurança e podermos ajudar a resolver problemas que possam existir; nas visitas constantes e permanentes que fazemos às aldeias mais isoladas, naquilo que foi o programa de transporte de proximidade. Temos feito este trabalho, também, com as instituições através do projeto Viver+, com muita atividade física, teatralidade, música”, recorda o presidente da Câmara Municipal de Cinfães.

Atribuindo uma responsabilidade social aos municípios, Armando Mourisco reconhece que “é um trabalho que todas as autarquias têm de fazer cada vez mais. Às vezes, não nos apercebemos que o isolamento e a solidão são um problema da sociedade e que urge ser combatido”, concluiu.