O município de Cinfães aprovou, no dia 30 de dezembro, após sessão da Assembleia Municipal, um Orçamento Municipal de aproximadamente 22,5 milhões de euros para o ano de 2022.

O documento “dá continuidade ao trabalho realizado na valorização e crescimento” do território, nomeadamente, na continuidade dos apoios às instituições, às freguesias, às empresas e às famílias cinfanenses, refere um comunicado da autarquia.

Este orçamento “responde também aos principais desafios de 2022, um ano que ficará marcado pelo arranque da Estratégia Local de Habitação e pela descentralização de competências com o município a assumir as áreas da saúde e da ação social”.

O presidente da Câmara Municipal de Cinfães, Armando Mourisco, defende que “é o maior orçamento de sempre”. “É um orçamento ambicioso, mas muito realista e, acima de tudo, de contas em dia, sem nunca colocar em causa o equilíbrio financeiro do município”, acrescenta.

O autarca reforça que “este orçamento só é possível graças à gestão rigorosa dos últimos anos e à maximização do acesso aos fundos comunitários disponíveis, sendo a autarquia de Cinfães, um dos municípios do país com maior taxa de aproveitamento destes fundos”.

Em 2022, a Câmara vai continuar a investir na educação, no turismo, na cultura, nas vias municipais, no abastecimento de água e alargamento da rede de saneamento, no desporto, na habitação, na criação de novas zonas industriais e na modernização administrativa.

“Temos um orçamento onde, em primeiro lugar, sempre, as pessoas, razão pela qual as políticas apresentadas são viradas para a melhoria das condições de vida, incentivo à fixação da população, captação de investimento e criação de emprego”, conclui o edil cinfanense.

Por outro lado, o PSD Cinfães escreve, em comunicado, que concorda com “algumas das propostas que estão vertidas neste documento”, mas considera que, “na sua globalidade, o orçamento e plano não satisfazem as necessidades, nem as prioridades necessárias para um desenvolvimento económico e social” do concelho.

“Recordamos que no processo de construção destes documentos não foram ouvidos os presidentes de junta, elementos fundamentais na gestão autárquica. Quanto aos vereadores da oposição, foi-nos pedido propostas, sem que o presidente se dignasse a apresentar atempadamente as suas para discussão. Relembramos, no entanto, que saímos de um processo autárquico, onde foram amplamente divulgadas as opções da coligação ‘Viva Cinfães’, propostas essas que não foram tidas em consideração neste documento, apesar de representar um terço dos eleitores e vários milhares de cinfanenses”, refere.

Enumerando algumas das propostas da coligação “Viva Cinfães” nas mais diversas áreas, Bruno Rocha sublinha que estavam baseadas “numa rigorosa aplicação de recursos, em sentido contrário, a maioria socialista decidiu aumentar de forma brutal, quase mais 50% os custos com os eleitos locais e com os cargos públicos”. “Perante todas estas propostas, a maioria no executivo, optou por apresentar o seu orçamento, fazendo ‘copy, paste’ de anos anteriores, com as mesmas propostas, algumas delas com 10 anos”, continua, referindo que “o documento que elege o desenvolvimento económico, o empreendedorismo e emprego e a coesão social, solidariedade e família como prioridades é o mesmo documento que lhe confere menor investimento no próximo ano”.