O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa vem contrariar o cenário de notícias recentes, que vêm dar conta da sobrelotação das urgências do Hospital de Penafiel, referentes ao dia de segunda-feira, dia 14 de novembro. 

Contactado pelo Jornal A VERDADE, o Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa [CHTS] afirma que “o panorama das urgências no Hospital de Penafiel, apesar do número muito grande de doentes que aí acorrem, tem sido de resposta total, embora com alguns períodos de tempo acrescido de espera”

Continua referindo que “o fator mais visível dos últimos dias, de um número significativo de doentes ali internados, não tem objetivamente ligação direta com a urgência. São doentes, com critério de internamento, ao cuidado da medicina interna, e que permanecem no espaço da urgência por não haver outro espaço para os acomodar”.

Em resposta às notícias de sobrelotação na segunda-feira, 14 de novembro, que relatavam um cenário de pessoas a esperar deitadas em macas ou sentadas no chão, durante várias horas, por uma consulta, a unidade hospitalar confirmou que “nesse dia houve alguns períodos de maior tempo de espera e com doentes a aguardar em macas para atendimento”, explicando que “as segundas-feiras são sempre dias de maior afluência à urgência”.

Relativamente às causas que levaram a esta sobrelotação, são “várias. Desde a afluência concentrada de maior número de doentes com critério de internamento, ao facto de termos, hoje, um número (atualmente 21) cada vez maior de internamentos sociais para os quais não encontramos colocação”. O CHTS aponta ainda para o facto de “estarmos num hospital que tem tido um grande crescimento e que hoje trata um número significativo de doentes, que antes eram transferidos para os hospitais do Porto, alguns dos quais a necessitar de internamento”.

Quando questionado sobre as medidas a tomar, no futuro, para evitar situações semelhantes, o CHTS garante que “estão a ser tomadas medidas de curto prazo, como habitualmente, desde colocação de doentes em camas de hospitais das redes privada e social com que articulamos ao longo do ano, e mesmo a suspensão temporária da atividade cirúrgica não urgente para, desse modo, podermos ter mais camas disponíveis para resposta”.

No que diz respeito a medidas estruturais “como alargamento a novas alas de internamento (mais 50 camas) e admissão de mais enfermeiros e assistentes operacionais estão contempladas no Plano de Atividades cuja aprovação se espera para breve”, conclui.