Na noite de 15 de julho, a Cercimarante levou até ao centro histórico de Amarante a XVII edição do Teatro de Rua.

O palco escolhido foi a Praça da República (Largo de São Gonçalo), onde decorreram performances de teatro e dança realizados por clientes, colaboradores, tutores/representantes legais dos clientes da Cercimarante, mas também pelos jovens voluntários da Casa da Juventude de Amarante.

A apresentação do espetáculo esteve a cargo da locutora da Rádio Região de Basto (RRB), Isabel Carvalho, que, nesta edição, esteve acompanhada pela colaboradora do Departamento de Comunicação e Marketing da Cercimarante, Telma Pinto Ferreira.

Foto: Marika Smerekovska, voluntária da Casa da Juventude de Amarante

Este XVII Teatro de Rua teve início com a atuação do Grupo de Bombos do Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) da Cercimarante, que foi acompanhado na concertina pelo músico João Moura. Seguiu-se a Marcha Popular da Cercimarante, na qual todos os serviços da cooperativa foram apresentados à comunidade. Os colaboradores, “com muita alegria e entusiasmo”, marcharam ao som de uma letra feita para esta apresentação e que foi elaborada pelo colaborador do CACI, Gualter Costa, com arranjos musicais de Márcia Teixeira, também colaboradora do CACI. Nesta atuação, foram acompanhados pelo jovem Gonçalo Macedo e a sua caixa. Esta Marcha Popular foi apadrinhada pelo fundador número um da Cercimarante, António Pinto Monteiro, e pela diretora técnica do CACI, Carla Macedo.

Um grupo de pais/tutores/representantes de clientes do CACI acompanhados por colaboradores deram, depois, continuidade a este espetáculo, “apresentando uma divertida e contagiante dança, ao som da ‘sola da bota’, de Rio Negro e Solimões”.

Foto: Marika Smerekovska, voluntária da Casa da Juventude de Amarante

O regresso ao palco deu-se pela mão da Estrutura Residencial Para Idosos (ERPI) que, como valência que serve a população da terceira idade, trouxe uma performance que pretendeu “alertar para a solidão dos mais idosos, que sempre existiu, mas que, atualmente, é mais falada, pela forma como se vive, isto é, mais próximos da tecnologia e afastados das pessoas”, refere um comunicado da Cercimarante.

Depois, o Lar Residencial Amália Mota (LRAM), “através de uma melodia original, com pequenos gestos e movimentos, pretendeu retratar o dia a dia; os pensamentos e sentimentos; a forma de ser e de estar dos clientes e colaboradores deste lar, e que mostraram, igualmente, que são uma família que se entrega com o coração”.

Foto: Marika Smerekovska, voluntária da Casa da Juventude de Amarante

Na atuação que se seguiu, foi possível ver o que os jovens voluntários da Casa da Juventude de Amarante prepararam para esta edição do Teatro de Rua e que se tratou de uma performance, ao som de “Saudade, saudade”, de Maro, na qual “mostraram os laços de união criados pelo grupo, com jovens oriundos de diferentes países e que, ao longo de dez dias, estiveram juntos em Amarante e que irão dizer adeus, sem saber quando se irão voltar a encontrar”.

Foto: Marika Smerekovska, voluntária da Casa da Juventude de Amarante

A fechar esta noite de espetáculo, foi a vez da história da família Madrigal entrar em cena, numa adaptação do filme da Disney “Encanto”. Os atores e bailarinos foram os clientes e colaboradores do CACI e alguns voluntários da Casa da Juventude de Amarante, que fizeram “uma representação teatral e musical, com risos e muita diversão à mistura”. Esta peça contou, igualmente, com a participação de Maria Teixeira, Beatriz Cardoso e Tomás Carvalho.

A Cercimarante indicou ainda que “praticamente todo” o guarda-roupa utilizado neste XVII Teatro de Rua foi elaborado por colaboradores e clientes e os diversos cenários e adereços foram criados pelos jovens voluntários da Casa da Juventude de Amarante.