O Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa terminou o ano de 2021 sem listas de espera para cirurgias ou consultas de especialidade (exceção feita a situações residuais em vias de solução).

De acordo com um comunicado, o CHTS informa que o reforço de equipas, captação de mais especialistas e abertura de novas especialidades (Infeciologia, Imunoalergologia, Reumatologia, Hematologia, Oncologia, por ex.), a par com uma reforma no sistema de admissão de doentes em pré internamento cirúrgico (clínica APIC, recentemente premiada pela Associação de Administradores Hospitalares), tem permitido “reduzir significativamente as listas de espera, desde 2019, e que agora atingiu um resultado notável”. Em 2019, o centro hospitalar iniciou “um projeto abrangente para combater as listas de espera e dar resposta à população”.

Entre 2019 e 2020 foram realizadas mais de 50 mil cirurgias e, em 2021, cerca de 26 mil, o que “permitiu reduzir em praticamente todas as áreas a lista de espera do CHTS”.

“Mesmo enfrentando, como todo o país, uma forte pandemia, o Centro Hospitalar, manteve sempre o foco em tratar os doentes COVID, mas manteve em paralelo o projeto de combate às listas de espera, e só em 2021, atingiu números recorde, a par com 2019, quer nas cirurgias convencionais, quer nas de ambulatório”, continua o documento.

Contudo, afirma ainda o CHTS que este trabalho “não teria sido, de todo possível, se não tivesse contado com o empenho e a dedicação dos profissionais e com a reorganização dos métodos de trabalho”.

A situação da lista de espera para consultas de especialidade no CHTS pode “considerar-se praticamente inexistente, subsistindo apenas alguns casos relacionados com endocrinologia e com a apneia do sono”.

O CHTS serve mais de 5% da população nacional, ou seja, mais de 500 mil pessoas, distribuídas por 12 Concelhos em quatro distritos.