Uma família de sete pessoas ucranianas está, desde sexta-feira, dia 1 de abril, instalada num dos edifícios intervencionados, junto à estação de Celorico de Basto, no âmbito da reabilitação dos edifícios contíguos à ecopista.

Este edifício é da tipologia T3, “com todas as condições para acolher condignamente esta família chegada da Ucrânia”, refere um comunicado da autarquia.

“Não podíamos ficar indiferentes ao que se passa com este povo, e acedemos prontamente ao primeiro contacto para acolher esta família. Temos que ser capazes de ajudar e colaborar para contribuir para mitigar as dificuldades sentidas com esta guerra. Esta família de sete pessoas irá ficar instalada neste edifício, recentemente reabilitado, e terá todo o apoio necessário para se integrar na comunidade”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Celorico de Basto, José Peixoto Lima.

O autarca explicou que os serviços da câmara “irão proporcionar uma visita às instituições do concelho para efetivar a legalização da família neste país, fundamental para a correta integração”.

Foto: Município de Celorico de Basto

“Já enviamos um camião com seis toneladas de alimentos e outros bens essenciais para a Ucrânia e temos outros produtos que serão encaminhados brevemente, fruto da solidariedade do povo celoricense, que está sempre presente quando se pede ajuda. Agora apoiamos novamente e tudo o que pudermos fazer no futuro, faremos, para ajudar a ultrapassar esta situação tão complicada”, comentou.

O município estabeleceu ligação com o alto comissariado para as Migrações, nomeadamente com os serviços jesuítas para os refugiados, e, após contacto, os serviços sociais da câmara municipal, articularam o que foi necessário para acolher a família. “Articulamos tudo com o Alto Comissariado para as Migrações de forma a salvaguardar o registo temporário que as pessoas necessitam de ter para, de seguida, terem acesso ao número de contribuinte, segurança social, saúde. Na próxima semana, formalizaremos todos esses procedimentos com a família para a sua correta integração”, disse Helena Martinho, dos serviços sociais do Município.

“Estamos a ser muito bem acolhidos. Esta terra parece um conto de fadas e as pessoas são tão acolhedoras! Estamos gratos, por tudo”, declarou Tatiana, membro da família.