A Câmara Municipal de Castelo de Paiva aprovou a renovação do Acordo de Parceria / Cooperação com a Associação Humanitária dos Bombeiros de Castelo de Paiva, dando continuidade à colaboração estabelecida desde 2012 no projeto de Transporte Solidário de Doentes.

Este projeto social implementado pelo município contabilizou, até ao final do último ano, cerca de 19.308 utentes transportados, com um custo financeiro despendido de cerca de 276 mil euros. O protocolo agora renovado, que totaliza um apoio anual de 30 mil euros (dividido por 12 meses) tem por objetivo “assegurar a efetivação do transporte de doentes não urgentes para consultas, tratamento e/ou exames complementares de diagnóstico, que sejam encaminhados pelo Gabinete de Ação Social da Câmara Municipal, até ao limite de duas mil pessoas transportadas”.

Apenas poderão beneficiar do Transporte Solidário a população idosa e os agregados familiares que se encontrem em situação económica considerada precária e que não tenham acesso à requisição de transporte emitida pelos estabelecimentos e serviços do SNS e entidades com contrato ou convenção para a prestação de cuidados de saúde, que estejam sinalizados nos termos do Regulamento do Transporte Solidário pelos Serviços de Ação Social da Câmara Municipal.

Os custos dos serviços prestados é suportado pela autarquia e o transporte é concedido para os Hospitais/Clínicas sediados nos concelhos de Santa Maria da Feira, Vila Nova de Gaia, Porto, Penafiel, Paredes, São João da Madeira e Matosinhos. O transporte para os hospitais/clínicas sediados nos concelhos de Amarante e Aveiro “serão efetuados mediante a possibilidade de conciliação com outros transportes agendados, não se aplicando o serviço às consultas e cuidados primários dos serviços de saúde locais, nem sequer em situações de emergência”.

Esta medida, em colaboração direta com os bombeiros locais, surgiu “tendo em conta uma evidenciada carência no transporte do doentes para os serviços e unidades de saúde de fora da área do município, que impedia o acesso de doentes não urgentes aos cuidados e tratamentos médicos de que careciam, particularmente da população mais idosa e economicamente mais carenciada”, refere um comunicado.