Carolina Teixeira, de 85 anos, e António Carneiro, 84, vivem há 60 anos uma história de amor que se mantém “feliz” até aos dias de hoje.

Foi na freguesia de Vila Boa de Quires, no concelho de Marco de Canaveses, que o amor “à primeira vista” se deu. “Conheci-a depois da missa. Quando estava a ir para casa vi a Carolina sentada no tanque, parei para conversar e ficamos a falar durante algum tempo”, conta António Carneiro.

E foi ali mesmo que, aos 23 anos, começaram a namorar. “Gostei logo dela e o namoro começou nesse dia”.  Entre o amor “à primeira vista” e o casamento passaram-se “cerca de três anos. O pedido de casamento foi engraçado, porque ele mandou o meu padrinho pedir a minha mão em casamento. Ele dizia que não queria ser ele e o meu pai não queria deixar”, recorda Carolina Teixeira.

O grande dia chegou – 17 de fevereiro de 1962 – “gostamos muito, mas foi uma festa sem aquele almoço habitual. No dia do casamento o meu sogro disse que não dava, mas depois, mas depois fiz em casa dos meus pais. Antigamente era mais complicado”, disse António Carneiro.

Um ano bastou para nascer o primeiro filho. “Na altura nasciam todos em casa e foi assim que aconteceu com os nossos sete filhos”. A família cresceu, “hoje são mais de 12 netos e uma bisneta. São muitos, todos juntos é muita gente”.

Ao longo de 60 anos são muitas as histórias para contar, “momentos bons e outros menos bons, mas os problemas vão-se resolvendo. Cheguei a ter três filhos pequenos no colo. O meu marido trabalhava no Porto e eu ficava em casa a tomar conta da família”, recorda.  Apesar dos “altos e baixos”, Carolina Teixeira e António Carneiro são um casal “feliz e com o passar dos anos vamo-nos entendendo melhor. Quando estou doente ele faz tudo o que pode e cuida sempre de mim”. 

O casal espera viver os próximos anos “sempre assim, com o amor que existe”. E passar essa felicidade para a nossa família. O importante é vermos os filhos felizes e nós também estaremos”. Hoje em dia é raro conhecermos casais com 60 anos de casamento e histórias tão longas de amor, “mas o conselho que se pode dar é que conversem e respeitem-se uns aos outros”.