A Guarda Nacional Republicana (GNR), a Polícia de Segurança Pública (PSP) e a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), realizaram, entre os dias 15 e 21 de fevereiro, a Campanha de Segurança Rodoviária “Ao volante, o telemóvel pode esperar”.

Durante a realização da campanha, foram fiscalizados presencialmente em Portugal 51.112 veículos, tendo sido registado um total de 15.176 infrações, das quais 1.394 relativas ao manuseamento do telemóvel durante a condução. 

Durante este período, registou-se ainda um total de 2.178 acidentes, com 11 vítimas mortais (todas do sexo masculino e com idades entre os 19 e os 83 anos), 30 feridos graves e 618 feridos leves.

Relativamente ao período homólogo de 2021, verificaram-se mais 817 acidentes, mais seis vítimas mortais, mais cinco feridos graves e mais 219 feridos leves.

De acordo com um comunicado da GNR, a iniciativa teve como objetivo “alertar os condutores para as graves consequências do manuseamento do telemóvel durante a condução”. Pela primeira vez, contou com a participação dos serviços das administrações regionais das Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira. 

Incluída no Plano Nacional de Fiscalização de 2022, a campanha foi divulgada através dos meios digitais e de cinco ações de sensibilização da ANSR, bem como de operações de fiscalização da responsabilidade da GNR e PSP, nas localidades de Lisboa, Bragança, Guimarães, Vila Pouca de Aguiar e Cova da Piedade. Idênticas ações ocorreram nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.

Na campanha foram sensibilizados condutores e passageiros, com as seguintes mensagens: “Os condutores que utilizam o telemóvel durante a condução são mais lentos em reconhecer e a reagir a perigos”; “A distração ocorre quando duas tarefas mentais, conduzir e utilizar o telemóvel, são executadas ao mesmo tempo, o que provoca lapsos de atenção e erros de avaliação”; “O uso de aparelhos eletrónicos durante a condução causa dificuldade na interpretação da sinalização e desrespeito das regras de cedência de passagem, designadamente em relação aos peões”.

Texto redigido com o apoio de Sofia Gomes, aluna estagiária da Universidade de Trás-Os-Montes e Alto Douro.