Bruno Monteiro, natural de Marco de Canaveses, tem 21 anos e foi a primeira vez que viu a seleção, um mundial e visitou um país fora da Europa. O jovem viveu cada dia no Qatar “sem acreditar que estava lá, foi inesquecível, mágico”.

Bruno explica que “não é um adepto fanático”, mas que “gosto de ver os jogos quando tenho oportunidade e disponibilidade”, no que toca ao mundial é um “sonho realizado”, sobretudo, por ver o último mundial de “grandes estrelas do futebol, como Ronaldo, Messi e Neymar”.

Foto: Bruno Monteiro

Antes de Bruno Monteiro chegar ao Qatar, passou por Inglaterra onde “apanhou” os seus parceiros de aventura, juntou-se a ele um amigo e o pai do colega e viajaram até ao país onde decorre o mundial 2022. “Nunca tinha feito uma viagem de quase sete horas, mas foi divertido, porque o avião tem muitas atividades no ecrã e também deu para conviver com pessoal de outros países”, conta.

O jovem partilha que a “festa começou dentro do avião, porque ia tudo para o Qatar”. O ambiente vivido era de “felicidade, união e respeito. Ia tudo com o mesmo objetivo e já estavam a viver o mundial antes de chegar lá”.

Foto: Bruno Monteiro

Bruno Monteiro descreve a experiência como “incrível” e de “outro mundo” e diz que só se “arrepende de não ter vestido a camisola de Portugal a ir para o aeroporto”, para poder partilhar a emoção vivida desde cedo.

De todos os momentos o primeiro que vem à memória é de quando Portugal venceu ao Gana 3-2, no dia 24 de novembro. “À saída do estádio nós estávamos a festejar com mais portugueses e surgiu um grupo enorme da claque do Gana com música e tambores e fizeram uma roda à nossa volta enquanto continuavam a cantar. Estavam mesmo a viver o mundial, nem estavam importados que tinham perdido o jogo”, conta entre risos.

Foto: Bruno Monteiro

Em conversa com o Jornal A VERDADE, o jovem partilha que ficou “surpreendido” com a organização do país. “Nunca vi um país com tantas nacionalidades ao mesmo tempo e que se organizasse tão bem para um evento, nomeadamente, nos metros e na ida até ao estádio”. Acrescenta que a ida ao Qatar dá “ainda mais prazer porque as pessoas são incríveis”.

Durante os dez dias que esteve no Qatar sentiu que as pessoas “torciam por Portugal e reconheciam Cristiano Ronaldo”, jogador que descreve como um “ídolo. O Ronaldo vai ser sempre um ídolo, eu acompanhei quase a jornada toda dele, ele fez um marco grande a nível mundial e admiro muito o seu trabalho”, conclui.

O jovem de 21 anos emigrou para a Suíça há três anos e perante o jogo desta terça-feira, dia 6 de dezembro, afirma, convicto, que vai “torcer por Portugal” e que como emigrante “sinto mais no coração”.

Foto: Bruno Monteiro