O Bloco de Esquerda (BE) realizou uma reunião com a direção da Escola Profissional de Arqueologia (EPA), no Marco de Canaveses. A reunião contou com a presença da deputada e candidata Isabel Pires, do candidato Fernando Morais e mais elementos do partido.

Em comunicado, o BE defende que “o Marco de Canaveses tem uma escola única, específica e inovadora. Única no país, especifica na sua missão que é a salvaguarda do património cultural e inovadora porque aplica as novas abordagens pedagógicas de um ensino individualizado não massificado e porque os novos cursos que propõe são adequados às mudanças da sociedade”.

O Bloco de Esquerda recorda que se trata de uma escola pública. “Tem o curso de assistente de arqueólogo, o de técnico de recuperação do património edificado e o de técnico de fotografia. O primeiro é único no país, numa escola pública, o segundo que tenta que os alunos que recorrem ao trabalho nas obras tenham uma formação especializada, para não serem explorados pelas empresas de construção e o último que responda a uma necessidade de elevar a prática da fotografia e contribuir para o desenvolvimento das artes visuais em geral”.

Para o partido, “estas formações são dignas de serem executadas, mas para isso terá de haver coragem política para que não se perca. É uma escola que não se isola da sociedade pois já o demonstrou em múltiplos trabalhos que realizou para diferentes freguesias e mesmo para a câmara (intervenções arqueológicas, exposições etc). Tem serviços pedagógicos abertos à comunidade. Se queremos que o património seja defendido pelas novas gerações temos que o incluir no ensino. Os jovens têm o direito de usufruir e viver a sua história, têm de se defender quanto aos abusos dos donos de obra e desenvolverem a sua capacidade artística. A escola passa por dificuldades devido à falta de alunos e é imperioso que se dignifique esta valência de ensino público”, foi ainda referido.