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“Porquê relembrar, se podes viver?” é o mote do Festival “Revolução Grisalha” que abriu portas esta sexta-feira, dia 30 de junho, e decorre até domingo, dia 2 de julho, em Santa Marinha do Zêzere, no concelho de Baião.

Integrado na estratégia de promoção territorial, o cartaz da “Revolução Grisalha” incluiu Os Nau e Alchemy Project (tributo Dire Straits) no arranque do Festival, a Banda Musical da Casa do Povo de Santa Marinha do Zêzere e José Cid no sábado e, no domingo, Lúdica Música (novelas em concerto), com a banda Remember, a encerrar, num tributo aos êxitos daquela década. 

Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, afirmou que “fazia falta, naquilo que é a nossa programação cultural e dentro de uma estratégia de promoção do nosso território, um voltado para um público específico que, por acaso é uma faixa etária preponderante na Europa Ocidental, dos 40 aos 60 anos”, disse, acrescentando que o objetivo, mais do que haver só música é proporcionar “um conjunto de vivências que, conforme é o mote que pode ser visto, ‘Porquê relembrar se podes viver?’ Por um lado há a música, mas depois há um conjunto de outros aspetos, que, ao fim ao cabo, faziam parte da vida daqueles jovens, partindo deles e ser uma festa de família”.

De acordo com Paulo Pereira, a escolha de Santa Marinha do Zêzere passa por descentralizar os eventos organizados. “Nós temos três vilas no nosso concelho, estão estrategicamente distribuídas e cobrem o concelho. Temos vindo a descentralizar um conjunto de iniciativas dessas três vilas que depois ficam perto das outras freguesias circundantes. É verdade que o objetivo será, ao longo dos próximos anos, irmos deslocando por outras freguesias, mas começamos em Santa Marinha do Zêzere”, disse.

O autarca fala ainda sobre os jogos disponíveis no recinto, que vão permitir “viver na primeira pessoa, mesmo estes mais jovens que estão habituados ao telemóvel, perceber como é que era, no tempo dos pais deles, quais eram os jogos. É também uma experiência muito positiva, porque uma coisa é nós dizermos aos nossos filhos, outra é podermos mostrar-lhes como é que era”, finalizou.

Durante os três dias, a “Revolução Grisalha” apresenta artistas de renome nacional, músicos internacionais e apela ao envolvimento de grupos locais, para além de encerrar as três noites com DJ’s da discoteca baionense Metropolis e convidados. A par dos concertos, o recinto do Festival integra uma Game Zone com jogos arcada e flippers, torneios populares, mercado retro, kids zone, gastronomia e desfile de carros clássicos.