Foi apresentado recentemente, no dia 18 de novembro, na Câmara Municipal de Baião, um ponto de situação relativamente ao projeto da “Nova Variante à Estrada Nacional (EN) 321-2 – Baião à Ponte da Ermida”.

O novo documento prevê a retificação de alguns pontos do anterior projeto, elaborado em 2009, sendo que, além da nova variante, será feita a requalificação da Estrada Nacional (EN) 108, no troço entre Lodão (Santa Cruz do Douro) e a Ponte da Ermida.

A via vai ter uma extensão de 13 quilómetros divididos em dois troços. A variante Baião – Lodão, com aproximadamente sete quilómetros, prevê uma rotunda em Ingilde (Campelo), um nó na interseção com a Estrada Municipal (EM) 1228, em Pousada (Gôve), e outro em Lodão, estando também prevista a construção de três novos viadutos. O traçado vai ter uma faixa de rodagem com sete metros de largura, com duas vias de circulação com 3,5 metros cada, via de lentos onde seja necessário, com 3,25 metros e bermas laterais com um metro de largura.

O outro troço diz respeito à requalificação da ligação de Lodão à Ponte da Ermida – EN 321-2 – ER108, com uma extensão de cerca de seis quilómetros, que vai incluir a requalificação da via, a reabilitação do pavimento, construção de passeios, lugares de estacionamento, paragens para transportes públicos, drenagem de águas pluviais, instalação de sinalização e equipamentos de segurança.

Foto: Município de Baião

A previsão é de que “até ao início do segundo semestre de 2023” o processo esteja em análise na Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e que o concurso da empreitada “possa ser lançado durante o primeiro trimestre de 2024”, refere um comunicado da autarquia.

O projeto foi agora apresentado por responsáveis da Infraestruturas de Portugal (IP), nomeadamente José Faísca, da direção de empreendimentos rodoviários, e Nuno Marques, da área da ferrovia, contando ainda com a presença de Paulo Gomes, projetista da empresa vencedora do concurso, bem como do presidente da câmara, Paulo Pereira, vereadores e técnicos da autarquia.

Paulo Pereira sublinhou a “importância” da obra para a mobilidade da população e para o desenvolvimento do concelho, recordando que será “a concretização de um anseio antigo, por demasiadas vezes adiado, que aumentará a segurança e comodidade na circulação, reduzirá substancialmente o tempo de viagem na ligação de Baião ao sul do território, aproximando os baionenses e melhorando a competitividade empresarial, entre outras vantagens para a economia e para a atratividade do nosso território”.